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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

sexta-feira, junho 30, 2006

Tá frio aqui...

Estes dias resolvi dar uma olhada nas histórias antigas de Luiz. Ao contrario do que parece, percebi o quão feliz era nosso amigo, ele era capaz de comemorar pelo simples fato de pensar em investir numa menina. Era como ler em hebraico sendo hebraico, simples, apesar de estar preso a um medo absurdo do retorno ou não. É, se apaixonar realmente era algo capaz de fazer àquela zona em seu mundinho. E como ele gostava das coisas bagunçadas. Era notável a chegada de Luiz após aprontar e inevitável, após ver seu sorriso, imaginar exatamente como tinha aprontado.

Fui lá, fui sim, eu estava atolado de coisas para fazer, economizando até em respiração e a um passo de jogar tudo pra cima. Pra cima!? Hum, na atual conjuntura posso dizer que estaria disposto de fazer uma projeção em Z ao estarmos tratando do mesmo em IR³. Confesso que o intuito era rir daquele menino, afinal, era cada uma que se metia...

Parecia que dar uma passadela no passado era um convite, um convite que me dizia claramente que o caminho que estou não me agrada. Me sinto frio, distante, cada passo é pensado, não acredito mais em tantas coisas, chego a imaginar que o próximo passo da cadeia é virar um robô. Seguindo regras disso, daquilo, afinal apenas com isso se chega ao que querem. A pena é que nem sempre é o que queremos não é!?

Um dia disseram a Luiz que as pessoas esfriam com o tempo, com as decepções. Nosso amigo era o primeiro a negar, e tinha argumentos plausíveis. É bem possível criar uma confusão imensa em correntes de pensamento só em cima disto. Eu não acreditei tanto quanto Luiz e acho que por isso que esfriei. Confesso que nunca imaginei isso pra mim, às vezes bate uma vontade de ser como Luiz, um cara capaz de contar estrelas no céu como parâmetro para se lançar ou não a conhecer uma menina especial...

domingo, junho 25, 2006

Constatação...

Luiz passou meses buscando a tal futura qualquer coisa, fez investimentos desde comprar raspadinhas até em cobiçados pregões na bolsa de valores. Porém, não conseguiu o retorno esperado sobrando nada mais que alguns poucos trocados em sua carteira. É fato que ainda podia comprar algumas raspadinhas, destas certamente viria uma ou outra valendo uma terceira, mas enfim, reavaliou sua situação. Esta mostrava que tinha motivo para desespero e uns tantos outros para rir de quão patético eram seus investimentos.

Seu desejo era passar uma longa tarde falando sobre eles com uma menina que muito o apreciasse. Neste momento constatou: “Caraca, cheguei em todas as minhas amigas”. Fato este que não permitia que restasse alguma disposta a dar boas risadas do que andou aprontando e de quebra ganhar um belo de um cafuné. O curioso era o ponto que chegara, não havia mais amigas. Questão: Como não ter amigas se no ato do “não” elas diziam que o negócio com elas era só a amizade? Tal questão fora até colocada para a diretoria, sendo Fonseca, o que definiu bem a questão.

Seu amigo lhe recomendara a leitura da teoria dos jogos. Tal teoria utiliza a matemática para interpretar bem o que acontecera com Luiz. Temos dois prisioneiros. Neste caso é necessário cooperação para resolver a questão. Observemos, que se um apagasse o outro, o que sobrasse ficaria preso por 3 anos. Ainda nisso, se não se ajudassem, ficariam 5 anos presos e, para fechar, se houvesse cooperação estariam livres em apenas 1 ano. Como não havia confiança envolvida visto que ambos eram prisioneiros por lá seus motivos, tal cooperação era um caso bem delicado.

Jogando isso no mundo de Luiz tínhamos, com participação de posições colocadas por Ferreira, a prisão para Luiz e a menina. A menina quer a amizade e Luiz quer ficar com ela. O ideal seria a amizade colorida uma vez que Luiz resolveria a questão e ela também. Porém, como citado acima, tal fator é delicado pois ela quer só a amizade, apagando assim Luiz, por outro lado, se ela apenas ficasse com Luiz, ele que estaria a apagando. Rola bem uma parte de egoísmo nisso.

Logo, definimos a questão de Luiz não ter amigas pois no ato do “não” ele foi apagado. Será que elas estão presas!?

terça-feira, junho 20, 2006

Dia dos namorados!

Que dia feliz esse. Luiz definitivamente tinha motivos de sobra para tal alegria, do jeito que o conhecemos, era fato que iria gastar uma grana forte para comprar um presente para alguém e ainda assim, não se dando por satisfeito, imaginemos, declarações, surpresas, carros de homenagem, enfim... Devaneios! Logo, concluía-se que acabaria com sua conta bancária em dois tempos. Mas enfim, estava ele lá curtindo o saldo positivo em sua conta. Olha o lado bom aí!

Acordou cedo, partiu para a faculdade, para o trabalho, um dia como outro qualquer. Porém, chegado dado momento, bateu uma leve tristeza por não ter alguém ali para contar suas coisas. Mas enfim, partiu para o msn para um belo papo com seus amigos. Ao entrar no programa, palco de muitas indas e vindas, sua tristeza iniciou o seu manifesto. E, agora triste, resolveu desbloquear todas as meninas que um dia o fez sofrer.

Já estava mal, porque não piorar não é mesmo? Afinal, por gostar das coisas bem feitas, imaginou que se era para ficar na fossa, devia fazer direito! Mas, qual não foi sua surpresa ao constatar que todas estavam no programinha!? E!? Sem ninguém... Ele não sabia se ficava triste por não ter sido notado ou feliz por elas não o notarem.

Nosso amigo, com o poder de escolha, optou sabiamente pela segunda. Acredita-se que nunca falou tão bem com todas elas, nada de babar ou criar expectativas, nenhuma preocupação em estar ou não agradando, enfim, um belo de um aprendizado. Em dado momento a tristeza se esvaiu indicando que, além de ter sua conta bancária positiva, aquelas realmente não foram nada espertas...

quinta-feira, junho 15, 2006

No laboratório...

Luiz andava pelos corredores da faculdade quando avistou seu amigo Nolasco. Este, estava muito empolgado pois naquele dia, um pouco mais tarde, partiria para uma choppada da Escola de Belas Artes. Convidou Luiz que de pronto aceitou visto que, apesar de não curtir nada este tipo de evento, a que era realizada pela Escola de Belas Artes tinha lá seu diferencial.

E, Luiz na choppada. Junto com ele aquele clima de pessoas felizes, de que tudo pode dar certo, enfim, forte influência do fator etílico. Seus amigos atacando vorazmente as meninas que ali estavam. Luiz observava atentamente como eles faziam, era tão interessante que parecia que não faziam. Sentiu-se assistindo o Discovery. Complexo não!? Enfim, não tentou nada parecido, estava mesmo disposto a encontrar alguém que conseguisse trocar ao menos um belo de um papo.

Numa dessas, ainda no estacionamento, Luiz estava andando com dois de seus amigos. Estes perceberam um grupo de três belas meninas e partiram sem pestanejar para a abordagem. Isso, aos gritos pelo nome de Luiz para que ele os acompanhasse. Luiz, certo de que não era lá por aí que as coisas funcionavam, parou ao lado de uma das meninas que eles não abordaram, cruzou os braços e mergulhou a fundo em seus pensamentos.

Ela, confusa, começou a olhar Luiz com aquela famosa cara de ué. Numa pequena tradução tínhamos algo do tipo: “Você não irá chegar em mim!?” Luiz, ao perceber tal cara soltou nada mais nada menos que um “quié!?”. Ela ainda surpresa continuou com a cara de ué de modo que Luiz continuasse. “Se está achando que eu vou chegar em você só porque tenho 2 amigos no cio atacando suas amigas pode esquecer, isso é muito escroto, nem sei seu nome!” A cara de ué se transformou imediatamente na carinha de, peraí, este não é qualquer um...

Conversaram, riram e dias depois foram no cinema...

sábado, junho 10, 2006

Nicho de mercado!

Luiz, ainda estudando o mercado financeiro, conversara com Diniz a respeito de uma reestruturação em sua diretoria. De pronto devia demitir todos os gestores. Tal fato estava diretamente ligado a desatualização dos mesmos frente a uma nova concepção de produto. Diniz ainda colocou que também era importante não se degladiar no mercado, e sim, procurar falhas onde pudesse criar um nicho.

Num primeiro momento, Luiz se recordou do início da empresa. Seu foco era exatamente num nicho onde não existiam investidores. Era o mercado dos monstrinhos de internet. Em tal mercado era até covardia atuar, pois por não haver investidores, o lucro era garantido. Fora que confessou que passara diversos momentos felizes atuando no mesmo.

Porém, não sabemos exatamente em qual época, os momentos felizes já não eram os mesmos. Diniz o alertou que em face disto seus investimentos estavam se tornando fundo perdido. E foi bem o que aconteceu, Luiz constatara que não havia mais liquidez nos investimentos. Surgiu então à necessidade de expansão nos negócios. Na época, Luiz entrou fundo no mercado de meninas fofas que querem caras fofos. Preocupado em não fazer feio visto tal novidade, acabou por deixar de lado o nicho antigo fazendo com que este procurasse outros investidores. Nosso amigo trabalhou arduamente para tal mudança.

Contudo, para surpresa de Luiz, o mercado de meninas fofas que queriam caras fofos era só fachada. Era um meio corrupto que usavam empresas do porte da de Luiz apenas para arrecadar fundos. Como Luiz entrou de cabeça nisto, a empresa começou a declinar, bandidas!

Agora com a empresa a beira de uma moratória, levou a questão a Ferreira que disse que ele não podia se focar somente em uma banda de consumidores e sim, ter investimentos em todas as classes para assim conhecer o mercado e se estabilizar. Só assim conseguiria a margem de lucro desejada para crescimento contínuo do negócio.

segunda-feira, junho 05, 2006

Ui!

Luiz em casa em sua infortúnia fase de chorão por não encontrar a tal futura qualquer coisa. Lamentou isso com seu amigo de custos que prontamente lhe apresentou uma amiga dele. Luiz já entrou com o título de solução dos problemas dela. Um belo início. Estava ele com uma menina super pra cima, divertida, carinhosa, animada, responsável, enfim, forte candidata a entrar no processo de seleção da menina que fará a diferença. Simples? Estava sendo até constatar que ela era bela. Bela não, tensamente bela! Não, Luiz não soube lidar com isso! Esteve sendo um cara superficial, péla saco e nada divertido, fora claro, babão e trêmulo em face ao quadro que foi colocado por seu amigo, que a responsabilidade era toda de Luiz.

Luiz continuou tenso e isso se agravava ao encontrá-la frequentemente no programinha de mensagens instantâneas. A coisa era cíclica, papos maravilhosos X silêncio sepulcral. Quando se percebia atuando a coisa desgringolava. Pensou em levar o assunto à diretoria mas nada podiam fazer pois o problema era exclusivamente dele, ele que tinha que resolver e resolver bem, foi confiado a isso.

Nosso amigo com problema e nem sabendo por onde começar, ou melhor, sabendo sim, bloqueou-a! Receio de falar besteiras quando em momentos os quais não estava capaz de agir com a sagacidade natural herdada do Rei de Ramos. Foi então reclamar com seu amigo, disse que ele não arranjou uma solução, arranjou um problema. Ele, sagaz que só e não dando muita idéia para as questões que Luiz colocara disse “Quem tem medo de perder já perdeu!”

O que não são as frases de impacto...