.comment-link {margin-left:.6em;}

Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

terça-feira, julho 25, 2006

Preciso de um envelope!

Mas, a vida continua, e esta com mais e mais surpresas. Luiz em casa olhando coisas aleatórias em seu computador. Dentre elas, sua caixa de e-mails. E nela, um e-mail da menina dos amendoins. Um texto enorme que deixava clara uma coisa para Luiz. Não sabia realmente o que esperar do mundo feminino. Tal e-mail o deixou extremamente confuso, tinha aceitado que a perdeu mas...

Em suma, ela nos contou que estava extremamente confusa, que um ponto de interrogação apareceu entre ela e Luiz. Contou um pouco da vida dela, sobre algo que teria perdido no passado por tal posição confusa, ou medo, ou a nossa velha conhecida parte que não devemos entender. Contou-nos também que gostava muito de Luiz e não queria perder o carinho, a atenção e até mesmo as piadas dele (nesta parte ele não acreditou que existisse alguém que teria gostado das mesmas). Terminou dizendo que escreveu mais pela preocupação em não perder Luiz.

Entender meu amigo confessa que não conseguiu... Alguém consegue ao menos especular o que a menina dos amendoins queria dizer?

Enfim, Luiz solicitou uma reunião de cúpula de seus consultores de modo a chegar a uma conclusão. O incrível é que mesmo no laboratório, tudo era novo, nunca tinham vivido aquilo e o que restava ao menos era utilizar o que sabiam para supor uma possível solução. Definitivamente era a situação mais vaga que tínhamos sobre a menina dos amendoins.

E, Luiz em casa... Caindo a pensar... Tenho medo de quando ele pára para tal. Como estava vago, ele mesmo partiu a especular. Mas a imaginação de nosso amigo era definitivamente algo de outro mundo! Um mundo o qual podemos seguramente dizer que não é o mesmo que vivemos, logo, qualquer coisa que tenha definido não se aplicaria.

Enfim ele concluiu que ela gostava dele e era tímida! Nãããããããoooooooo...

Pronto, resolvia bem a questão para ele e o que lhe bastava era deixar sua posição. Contrariando a unanimidade colocada pela cúpula, abstração total para que ela se decidisse, resolveu escrever uma cartinha. Recomendaram que ele não devia ligar para ela, falar com ela pelo msn, mandar mensagens de celular e muito menos convida-la para algo. Porém, não havia notado algum tipo de restrição à correspondências manuscritas.

Em suma, na carta, dentre outras coisas, Luiz dizia que ele não estava nada nada feliz com o tal do ponto de interrogação e que o que ele mais queria era acabar com ele. Porém ele não conseguia faze-lo sozinho sendo necessário a ajuda dela. Terminou falando para ela ver o que ela podia fazer por ele.

Até aí tudo bem, ou não, o porém foi que ele resolveu ir entregar a carta para ela. Sendo sincero ele me disse que precisava de um envelope e como ela tinha uma lojinha que vendia essas coisas pensou em comprar lá pois ficaria prático para ele. Prático!? Sim, prático, pegar o carro, isso na Tijuca e ir até Duque de Caxias para comprar um envelope. E ainda me perguntou: “Que mal há em ir à Duque de Caxias comprar um envelope?”.

Mas antes, precisava de um endosso para seu devaneio. Conversou a respeito com Ferreira que achou interessante tal coisa. Já era então motivo suficiente para que nosso amigo partisse, mas seu lado racional o alertou: “Cara, tu vai à Duque de Caxias sem ter certeza que ela está lá!?”. Aí entrou no circuito a mãe do Ferreira, esta fez uma ligação providencial por engano “óóóóóóó” e constatou que a menina dos amendoins estava lá.

Partiu!

E nosso amigo pegando a BR-101 em direção ao Município de Duque de Caxias. E carros passando, prédios se transformando em casas e, chegou! Chegou em exatos 17 minutos aplicando todos os conceitos aprendidos pelas aulas de direção ministradas por seu amigo Gonçalves.

Não demorou a encontrar a loja da menina dos amendoins, parando assim na porta. Ela estava lá, linda e com um rostinho cansado de quem passara o dia inteiro trabalhando em pé e sem ter parado para lanchar. Num primeiro momento só notou a cara de “ué!” seguida de um belo sorriso. Estava realmente feliz ao ver Luiz, felicidade esta que foi brutalmente cortada após a resposta de Luiz sobre o que ele foi fazer lá. Ele respondeu que estava precisando de um envelope, a perguntando se ela poderia vender um para ele.

Ela não acreditou que ele queria comprar um envelope. Luiz, tenso, voltou a repetir que precisava de um envelope. O engraçado era que ele só tinha estas palavras em sua mente “Preciso de um envelope! Preciso de um envelope! Preciso de um envelope!”. Ela ao checar percebeu que só tinha envelope pardo, desses grandes. Num primeiro momento não achou que ficaria legal uma folha de caderno dentro de um envelope pardo mas... Enfim, pegou o envelope. Ao pagar ela não quis aceitar fato este que o fez acreditar que fizera um negocião em partir para Duque de Caxias, afinal, lá envelopes eram de graça!

Pegou seu caderno, destacou a carta, colocou no envelope, fechou, escreveu seu nome, endereço, CEP, bairro, enfim, tudo que fosse necessário para identificar o remetente. Em seguida colocou o nome dela e se despediu ainda com o envelope na mão. Ela o acompanhou até a porta da loja querendo novamente saber o que ele foi fazer naquelas bandas. Ele respondeu que foi resolver uma questão sendo que o envelope era para ela. Ela fez então uma bela carinha de surpresa, Luiz disse que tinha um documento muito importante para ela analisar, se despediu e partiu...

1 Comments:

Blogger Fillipe said...

cara... pode até ser que a teoria da timidez esteja certa, mas eu ainda duvido... ainda acho que ela é daquelas que gosta de ter homem babando por ela, de atenção, e vai fazer de tudo pra manter essa atenção mesmo que nunca queira nada com o pobre coitado...

28/7/06 16:42  

Postar um comentário

<< Home