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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

domingo, julho 30, 2006

Vida que segue...

Após deixar tal documentação em Duque de Caxias, Luiz voltou para casa com a certeza do trabalho realizado. Ok, caindo em si, acreditava também cada vez mais no quão tosco fora. Como assim não ele conseguiu um diálogo!? Como assim saiu correndo!? Como assim não esperou ela ver o que tinha proposto!? Enfim, muitas questões naquele caminho, agora longo, até sua casa.

Para Luiz só lhe restou a espera, não tinha mais nada a fazer. Foi de encontro a tudo que aprendera ao longo de sua caminhada atrás da menina que faria a diferença. Se declarou, procurou, insistiu, acabou assim por deixar claro que a queria, atuou!? Sim, errado!? Talvez... Atuou sendo ele mesmo, sendo um cara que acreditava em tudo que fazia, enfim, um totalmente diferente do que muitas procuram na atualidade. Enfim, só.

Num primeiro momento nosso amigo desistiu de entender, não tinha o que entender. O esperar, cada vez longo, deixava clara a resposta para o ponto de interrogação, ou melhor, dizia que o ponto de interrogação tinha sido trocado por um outro ponto, um ponto final. Meus amigos, a menina dos amendoins não respondeu, não mais se falaram e o que restou a Luiz foi um retorno para cima do muro.

Um grande amigo sempre dizia uma expressão em determinadas situações, não sei exatamente o porquê de lembrar dela agora, mas era algo sobre o movimento do mundo todo o dia, assim, “o mundo dá voltas”. Numa dessas Luiz notou-se muito perto da menina dos amendoins. Estavam no casamento de uma amiga em comum, ela lá e ele cá. Seu coração batia forte, mas sua razão o impediu de fazer mais alguma coisa visto a tudo o que já vivera. E permaneceu ali, em sua mesa, tentando curtir aquele evento.

Mas o mundo continuou com o seu processo de dar voltas, chegou uma hora que Luiz resolveu falar com ela, foi falar com ela. Imaginou que ela esperaria algo aquela noite, mas tudo o que disse foi um adeus. Luiz estava deixando aquele lugar certo de que as coisas já estavam definidas e que o muro era um lugar de onde não devia ter saído.

E vida que segue, mundo que dá voltas, enfim, Luiz lá trabalhando, estudando, indo a supermercados e começando a pensar num recomeço. A menina dos amendoins era igual a tantas outras que passara pelo mundo de Luiz, talvez, mais uma amiga quem sabe...

De volta ao msn...

Ê programinha triste! Luiz pensando num recomeço e se vê frente a frente àquela tela branca que até então não trazia mais surpresas legais. Num desses momentos notamos a aparição dela, da menina dos amendoins. Estava feliz, animada, fatos que faziam a diferença outrora, mas agora, Luiz era um ser capaz apenas de responder perguntas cotidianas. Sem um brilho, um foco ou até mesmo um desejo de mudar o mundo.

Enfim, Luiz lá no programinha certo de que ali era nada mais que um passatempo, um lugar o qual estava condicionado a estar parado frente a coisas que aconteciam ao seu redor. A menina dos amendoins então lhe fez um singelo convite para um sorvete, isso numa terça. Luiz, extremamente desanimado, refugou, não acreditei que ele fosse capaz. Remarcou para uma sexta feira. Partiu para o trabalho, resolveu seus problemas e nem pensou em nada, afinal, era uma sexta feira e o que passava em sua cabeça era qual a reportagem que passaria no globo repórter.

Esperaria também uma mensagem de celular desmarcando, ou trocando o programa, ou sei lá... Enfim, Luiz era outra pessoa. Mas nada, sem mensagens. Hora e local e ela lá, bela e lá. Luiz buscou a menina dos amendoins na hora marcada, levou ela para a lagoa, conversaram riram, enfim, momentos felizes passara. Acho que o aprendizado está bem na parte que não se deve criar expectativas. Não ligava mais para o fato de mais uma vez levar uma menina para a lagoa e não tentar nada. Nem era mais o foco. Queria apenas observar.

Hora de ir embora, continuaram no processo de papo vai e papo vem. Cansado, Luiz caminhava em direção ao carro imaginando o que faria quando chegasse em casa. Talvez entrasse no msn, certamente no orkut também... Trocaria alguns e-mails e partiria para aquele tão esperado papo com o travesseiro. Ê mundinho feliz!

Contudo, Luiz se lembrou de tudo que vivera. Não estava acreditando no que via. Estava prestes a deixar ela passar mais uma vez, outros pontos de interrogação surgiriam, teria que fazer mais e mais cartas, encontrar um espaço de tempo no universo para conseguir tal situação novamente, não, não podia deixar ela passar... Lembrou-se de como o Henrique resolveria isso e partiu, sem pensar... Ao entrar no carro Luiz agarrou vorazmente a menina dos amendoins...

E não é que a coisa foi pra frente! rs

terça-feira, julho 25, 2006

Preciso de um envelope!

Mas, a vida continua, e esta com mais e mais surpresas. Luiz em casa olhando coisas aleatórias em seu computador. Dentre elas, sua caixa de e-mails. E nela, um e-mail da menina dos amendoins. Um texto enorme que deixava clara uma coisa para Luiz. Não sabia realmente o que esperar do mundo feminino. Tal e-mail o deixou extremamente confuso, tinha aceitado que a perdeu mas...

Em suma, ela nos contou que estava extremamente confusa, que um ponto de interrogação apareceu entre ela e Luiz. Contou um pouco da vida dela, sobre algo que teria perdido no passado por tal posição confusa, ou medo, ou a nossa velha conhecida parte que não devemos entender. Contou-nos também que gostava muito de Luiz e não queria perder o carinho, a atenção e até mesmo as piadas dele (nesta parte ele não acreditou que existisse alguém que teria gostado das mesmas). Terminou dizendo que escreveu mais pela preocupação em não perder Luiz.

Entender meu amigo confessa que não conseguiu... Alguém consegue ao menos especular o que a menina dos amendoins queria dizer?

Enfim, Luiz solicitou uma reunião de cúpula de seus consultores de modo a chegar a uma conclusão. O incrível é que mesmo no laboratório, tudo era novo, nunca tinham vivido aquilo e o que restava ao menos era utilizar o que sabiam para supor uma possível solução. Definitivamente era a situação mais vaga que tínhamos sobre a menina dos amendoins.

E, Luiz em casa... Caindo a pensar... Tenho medo de quando ele pára para tal. Como estava vago, ele mesmo partiu a especular. Mas a imaginação de nosso amigo era definitivamente algo de outro mundo! Um mundo o qual podemos seguramente dizer que não é o mesmo que vivemos, logo, qualquer coisa que tenha definido não se aplicaria.

Enfim ele concluiu que ela gostava dele e era tímida! Nãããããããoooooooo...

Pronto, resolvia bem a questão para ele e o que lhe bastava era deixar sua posição. Contrariando a unanimidade colocada pela cúpula, abstração total para que ela se decidisse, resolveu escrever uma cartinha. Recomendaram que ele não devia ligar para ela, falar com ela pelo msn, mandar mensagens de celular e muito menos convida-la para algo. Porém, não havia notado algum tipo de restrição à correspondências manuscritas.

Em suma, na carta, dentre outras coisas, Luiz dizia que ele não estava nada nada feliz com o tal do ponto de interrogação e que o que ele mais queria era acabar com ele. Porém ele não conseguia faze-lo sozinho sendo necessário a ajuda dela. Terminou falando para ela ver o que ela podia fazer por ele.

Até aí tudo bem, ou não, o porém foi que ele resolveu ir entregar a carta para ela. Sendo sincero ele me disse que precisava de um envelope e como ela tinha uma lojinha que vendia essas coisas pensou em comprar lá pois ficaria prático para ele. Prático!? Sim, prático, pegar o carro, isso na Tijuca e ir até Duque de Caxias para comprar um envelope. E ainda me perguntou: “Que mal há em ir à Duque de Caxias comprar um envelope?”.

Mas antes, precisava de um endosso para seu devaneio. Conversou a respeito com Ferreira que achou interessante tal coisa. Já era então motivo suficiente para que nosso amigo partisse, mas seu lado racional o alertou: “Cara, tu vai à Duque de Caxias sem ter certeza que ela está lá!?”. Aí entrou no circuito a mãe do Ferreira, esta fez uma ligação providencial por engano “óóóóóóó” e constatou que a menina dos amendoins estava lá.

Partiu!

E nosso amigo pegando a BR-101 em direção ao Município de Duque de Caxias. E carros passando, prédios se transformando em casas e, chegou! Chegou em exatos 17 minutos aplicando todos os conceitos aprendidos pelas aulas de direção ministradas por seu amigo Gonçalves.

Não demorou a encontrar a loja da menina dos amendoins, parando assim na porta. Ela estava lá, linda e com um rostinho cansado de quem passara o dia inteiro trabalhando em pé e sem ter parado para lanchar. Num primeiro momento só notou a cara de “ué!” seguida de um belo sorriso. Estava realmente feliz ao ver Luiz, felicidade esta que foi brutalmente cortada após a resposta de Luiz sobre o que ele foi fazer lá. Ele respondeu que estava precisando de um envelope, a perguntando se ela poderia vender um para ele.

Ela não acreditou que ele queria comprar um envelope. Luiz, tenso, voltou a repetir que precisava de um envelope. O engraçado era que ele só tinha estas palavras em sua mente “Preciso de um envelope! Preciso de um envelope! Preciso de um envelope!”. Ela ao checar percebeu que só tinha envelope pardo, desses grandes. Num primeiro momento não achou que ficaria legal uma folha de caderno dentro de um envelope pardo mas... Enfim, pegou o envelope. Ao pagar ela não quis aceitar fato este que o fez acreditar que fizera um negocião em partir para Duque de Caxias, afinal, lá envelopes eram de graça!

Pegou seu caderno, destacou a carta, colocou no envelope, fechou, escreveu seu nome, endereço, CEP, bairro, enfim, tudo que fosse necessário para identificar o remetente. Em seguida colocou o nome dela e se despediu ainda com o envelope na mão. Ela o acompanhou até a porta da loja querendo novamente saber o que ele foi fazer naquelas bandas. Ele respondeu que foi resolver uma questão sendo que o envelope era para ela. Ela fez então uma bela carinha de surpresa, Luiz disse que tinha um documento muito importante para ela analisar, se despediu e partiu...

quinta-feira, julho 20, 2006

Olha ele de novo...

Luiz tinha zerado todos os seus fundos de investimento. Procuraria no mercado um novo negócio com seu pacote básico de expectativas. Como tinha zerado os pacotes antigos, achou por bem, desbloquear as meninas pois nada mais esperava dali. Ledo engano. A menina dos amendoins retornou com uma força suprema.

Em um primeiro momento Luiz dissera que estava feliz, ela tomou aquilo como estranho não permitindo tal felicidade do mesmo. E, o perguntou sobre o porquê de tanta felicidade. Ele respondeu que estava feliz por estar conseguindo resultados expressivos na faculdade, no trabalho, em casa, enfim, estava tudo legal. Porém havia uma única coisa que Luiz não estava achando legal. Ela entrou novamente com um lindo porque de modo que ele respondesse que estava chateado por que seu carro estava sujo!

Ela de pronto se ofereceu para lavar o carro com Luiz. Luiz, nem esperando tal resposta e de certo modo vendo uma linda brecha, jogou que, antes de lavar o carro, ele notava um problema muito mais grave para se resolver. Este era a respeito do tempo que a moça tinha. Por um lado ela não tinha tempo de pegar um cineminha com Luiz e por outro conseguia tempo para lavar o carro. A menina ficou sem muita ação lamentando o fato e finalmente marcando o cineminha.

Luiz finalmente conseguira marcar um momento a dois com a menina dos amendoins. Apesar de não parecer que havia o retorno que ele gostaria que houvesse, partiu para a solução de coração aberto, afinal, mulher é um bicho esquisito. Bom, posso dizer também que Luiz ainda não sabe diferenciar hipocrisia de não hipocrisia.

Marcou um cineminha a dois para uma sexta feira, dia em que pessoas apaixonadas se encontram. E feliz estava pois era realmente um marco, um aceite e a grande oportunidade de trabalhar o passo 2.

Porém, para sua surpresa, ele recebeu já na sexta de manhã um recado que dizia que ela queria ir a uma chopada, o convidando assim, para ir também. Luiz, agora sem entender nada uma vez que outrora recebeu declarações fortes de que ela não curtia este tipo de evento, estranhou. Ainda nisto, ele não queria ir, respondendo que o que queria mesmo era o combinado anteriormente, o tal programinha a dois.

Mas acontece que a menina tinha lá seu poder de persuasão. Colocou para Luiz que queria muito ir e sendo assim pediu para ele encontrá-la lá e de lá partirem para a proposta inicial.

Luiz, depois de muito tomar na cabeça, adquiriu poderes para-normais. Um deles era diretamente ligado à previsão do futuro. Tal previsão dizia: “Você chegará lá, ela estará com aquela amiga empata (legal, mas empata!), de lá elas pegarão carona com você e, uma vez cansadas, irão pedir para você que as deixem em casa, e você, as deixará!”. Luiz, atencioso, carinhoso e fofo, e mais, brasileiro, insistente e otimista, apesar da previsão, queria mudar o seu futuro. Pensou rapidamente e concluiu que se o "John Smith” consegue, porque ele não conseguiria?

Enfim, O vidente!

E foi para o raio da chopada certo de que as coisas seriam diferentes. Chegando lá não demorou a encontrá-la e parte de sua previsão começara a bater. Estava ela e a amiga empata. De pronto percebeu que ela não estava curtindo nada nada aquele lugar, o que, fez com que Luiz imediatamente sugerisse o plano b, que na verdade deveria ter sido o plano a. Elas aceitaram e partiram, mas péra lá? Aceitaram!?

Luiz, já dirigindo, perguntou para a amiga dela onde morava para que assim a deixasse em casa e partisse para o cinema com sua amada. Surpreso ficou a ouvir a resposta da amiga: “Vocês já vão me abandonar? Não querem mais minha companhia!?” Luiz, recolocou que tinha marcado há um tempo o tal cinema com a menina dos amendoins mas ainda assim a amiga empata definitivamente quis ir junto.

É, a previsão de futuro realmente era uma coisa muito forte. Mas pensou: “Ah, ela quer ir ao cinema não é!? Então, ela irá ao cinema!” Luiz pegou o telefone e ligou para seu amigo de custos. Disse para ele se arrumar para ir ao cinema com ele. Ele não entendeu muito bem mas abraçou forte a missão. Enfim, dizia o ditado: “Não basta ser amigo, tem que participar!”.

Luiz, em definitivo, agora era um cara bem mais tranqüilo. Era notável que a amiga empata se afeiçoou pelo amigo de custos. Sua previsão estava para mudar, enfim, era só esperar. Filme escolhido, pipocas compradas e, início das surpresas. As meninas entraram na sala na frente deles e, como raios elas se sentaram!? Respondam meus amigos... Como!? Sim, uma do lado da outra, mas como!? A mariola para quem falou na ponta! Exatamente na ponta, de modo a deixar claro que a previsão estava correta.

Luiz olhou para o seu amigo de custos e ambos estavam com a mesma expressão de “não acredito!”. Então nosso amigo virou para a menina dos amendoins e pediu para trocar de lugar com ela. Elas trocaram de lugar mas era fato que já não era a mesma coisa. Talvez por um erro de estratégia elas ainda se mantiveram lado a lado que, na parte que não devemos entender, fez com que assistissem ao filme de ação, abraçadas. É, estava claro para Luiz que ele que não teria ação.

Enfim, término do filme, um sentimento imenso de tristeza, restando a nosso amigo, apenas acompanhar a concretização de sua previsão. Agora extremamente perplexo, voltou para casa debatendo com seu amigo de custos o que tinha acontecido. Concluiu que foi iludido e que a menina dos amendoins encontrou uma forma interessante de lhe dar um belo de um toco. Bom, vimos por aqui outrora que o não querer é democrático, mas a criatividade feminina definitivamente não tem limites.

segunda-feira, julho 10, 2006

Admiradora secreta...

Luiz retomando sua vida, agora em cima do muro. Percebera mais uma vez o quão dói uma declaração não correspondida e por tal motivo, voltou com força para o tal do muro. Enfim, novamente Luiz em seu programinha de mensagens (confesso que se um dia o msn acabar acho que Luiz nunca mais terá histórias). Do outro lado tínhamos a menina do barco, esta era uma das belas meninas que Luiz conheceu da última vez que foi para Ilha Grande com seus amigos. Ela lhe disse que tinha uma questão muito importante para tratar com ele, existia uma menina neste planeta que muito o apreciava.

Tenso!? Curioso!? Babão e trêmulo!? Fato que foram sentimentos claros que Luiz nutria após o revelar da questão. Ainda nisso, perguntou de pronto quem era. A menina do barco disse então que não ia dizer, estaria fazendo algum tipo de chantagem com Luiz sobre ele ir ou não em um próximo evento que teriam. Afinal ela precisava trabalhar a questão pessoalmente. Infelizmente ele não pôde mesmo ir ficando então, na vontade (depois dizem que mulher não é um bicho cruel!).

Enfim, dia seguinte e ainda cedo, estava nosso amigo pronto para iniciar mais um belo dia. No mesmo instante a questão da admiradora veio em sua mente de modo que deixasse claro que desta vez era real, não era apenas seu imaginário. Teria mesmo recebido informações concretas de que fora notado. De pronto ligou para a menina do barco que... Continuou sem dizer...

Aí, nem teve graça...

quarta-feira, julho 05, 2006

E mais teoria...

Luiz em sua casa apenas preocupado em se livrar das matérias tensas da faculdade neste período. No fundo também querendo esquecer um pouco questões de meninas sem coração. Trabalhou duro e conseguiu excelentes resultados ainda que, em cálculo, estivesse travando batalhas terríveis. Em seu quarto com reflexões, recebeu a visita de Carlos, seu mestre supremo. Dentre outras coisas o que ele queria mesmo saber era como Luiz estava indo com as mulheres. Conseguiu de pronto arrancar um sorriso de Luiz ao lembrá-lo de que não estava nada nada bem neste âmbito.

Carlos então o questionou: “Você está triste cara!?”. E Luiz continuou dizendo que apenas está seguindo seu caminho, não procurando por surpresas. Ainda nisso colocou que tinha feito tudo errado e continuou na mesma, falando isso em relação a menina dos amendoins. Luiz teria se declarado fortemente, acreditou que ela era a menina que merecia tal ato. Ledo engano sabem porque!? Porque tínhamos outrora definido muito bem as conseqüências de uma declaração, esta é uma poderosa técnica de se conseguir amigas, que estava longe de ser o foco.

Seu amigo estava escutando atenciosamente e entrou com outra questão, desta vez era sobre Luiz ter feito o que ele teria lhe orientado. Luiz, fez metade... Fato que isso não resolvia a questão, afinal, não existe por exemplo, uma mulher meio grávida! Ou é ou não é...

Carlos então iniciou seu trabalho de comparativos. Eles tinham acabado de assistir o finalzinho do jogo da Itália contra a Alemanha. Dois times que brigaram até o fim sobre suas convicções. Ainda no âmbito, pediu para lembrar de nossa Seleção Brasileira, fazendo com que Luiz percebesse imediatamente onde seu amigo queria chegar.

Luiz em cima do muro, tentando as coisas na defensiva e só indo na certa. O adversário partindo fortemente para o ataque querendo segurança na definição. Luiz não está seguro e, toma gol! E toma mesmo, sem piedade sabem porquê!? Porque ou é ou não é. Segundo Carlos, mais uma vez de tantas outras, a defensiva não ganha jogo.