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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

segunda-feira, maio 30, 2005

Regra Verdadeira

Mais um período de revolta, logo, nova história. Luiz estava numa solidão profunda, não entendia como um cara legal como ele continuava sozinho e resolveu que iria mudar aquela situação. Não, ele não caiu na internet mandando mensagens genéricas loucamente. Resolveu que como o mundo é algo bem extenso e que existem muitas mulheres em sua volta, por ali mesmo deveria existir uma, ao menos uma!

Passou algumas semanas plantando sementinhas em tudo o que encontrava. Feliz ele estava, pois de certa forma uma das melhores coisas era que se tratavam de mulheres reais. Aplicado e preocupado, ainda com seus afazeres, Luiz tinha um trabalho de programação para entregar, para variar este não rodava. Eis que passando em frente ao bloco F de sua faculdade, encontrou ali sentada uma antiga amiga que já estava a muitos períodos na sua frente. Acredite, sem nenhuma maldade chegou até a mesma e pediu ajuda sobre o trabalho. Esta, sagaz, de pronto soube resolver o problema e Luiz, muito agradecido, brincou dizendo: Se funcionar te pago um cinema! Luiz, falou realmente sem maldade alguma mesmo porque via que aquela menina realmente era algo superior muito longe de suas vítimas em potencial.

Esta sementinha nem contou até porque nem esperava que iria brotar algo dali. Continuou nesta empreitada, e-mail, telefonemas, convites para sair, estudar, ir a supermercado, praticar esportes, muitas coisas! Numa dessas foi a uma festa de casamento a qual também não esperava nada. O engraçado é que em festas que normalmente pessoas investem em pessoas, mas distraído Luiz, comeu muitos salgadinhos! Nesta festa estaria uma menina que Luiz também julgava um ser superior, longe de uma vítima em potencial e claro, passou a noite inteira conversando com a menina. Esqueceu completamente dos conceitos adquiridos com o Rock in Rio. E apenas conversou com a menina. Ah sim, não foi de todo mau, pois pelo menos o telefone ele pegou!

Passado uma semana, soube que a menina do casamento teria gostado profundamente de sua pessoa e que estaria esperando ansiosamente por sua ligação. Nem perdeu tempo, dali mesmo ligou para a menina e consumaram o fato. Feliz, Luiz se deu por satisfeito e com ela ficou por mais algumas semanas.

No mesmo período saiu sua nota de programação, um belo de um 8. Chegou a soltar fogos e cada dia mais feliz via-se um cara na faculdade. Em uma dessas passagens no corredor, encontrou a menina que lhe ajudara e agradeceu pela ajuda, mau a encontrou já iniciou falando, pode escolher o filme! Luiz falou com ela por alguns instante coisas da vida e ela partiu sorrindo. A vida continuou e 3 dias depois, Luiz recebe um e-mail desta menina cobrando o cinema.

Bom, teria que pagar o cinema para a menina, triste né? Luiz, foi feliz numa tarde de sábado saldar sua dívida, chegando lá, propôs outro tipo de passeio. Levou a menina em alguns pontos legais da cidade e apesar de ter sido uma parada bem legal, esta ainda queria o cinema. Tudo bem, cinema é cinema, foram os dois após a longa tarde para o cinema. O engraçado que Luiz não tentou absolutamente nada e nem se ligou disto. No que o filme acaba, caia a ficha daquele menino. Este não pensou em mais nada e agarrou a menina!

Muito mais feliz ele estava, era uma felicidade muito curta e intensa. Esta felicidade durou apenas 1 dia! Na manhã seguinte ele recebe a lista de convidados para o aniversário de 80 anos de seu avô, fato qual reuniria toda a sua família. Até aí tudo bem até constatar que as duas meninas estariam na mesma festa! Tenso demais! Luiz só era o primeiro neto, logo, faltar realmente era algo fora de cogitação. Haveria uma camisa com sua patente e o nome! Enfim, como garoto, não soube lidar com esta situação e resolveu com base em sua imeeeeensa experiência deixar de procurá-las. Não é que as duas desistiram neste meio tempo! Quem tudo quer nada tem é uma regra verdadeira! Ah sim, elas não foram na festa do avô de Luiz!

quarta-feira, maio 25, 2005

Ê Paizão!

O que não são amigos na vida de uma pessoa né! Tenho um que de tão próximo chegava a achar chato. Ele conhecia bem as histórias como esta do post abaixo. E, no caso, sempre ligava no meio do encontro para saber o que se passava. Confesso que isso me irritava profundamente mas depois de Bento Ribeiro tudo mudou! Isto porque desta vez o infeliz não ligou neste evento, se ele tivesse ligado teria resolvido meu problema! Mas como!?

Simples, iria falar ao telefone, Pai? Está tudo bem aí!? Não!? To indo pra casa!! Iria me despedir e ficaria tudo bem!! Estou longe de fazer isso mas que passou pela minha cabeça isso foi um fato. Agora, ele não ligou e não pude fazer isso! Triste não!? Bom, como a vida é cheia de aprendizados fiquei calejado quanto a isso. Passei a lhe informar sempre hora e local e não dava outra, estava lá a ligação de meu amigo para ver se estava tudo bem, bom, felizmente eu não tive mais tantas surpresas mesmo porque no escuro eu nunca mais fui. E hoje, meu “pai” sempre me liga preocupado com o seu filho.

O engraçado desta história foi que passado um tempo ele começou a namorar sério, para casar, e ainda assim estava lá firme e forte prestando sua contribuição para o feliz futuro de seu amigo. E, para minha surpresa, nesta brincadeira acabei ganhando uma mãe, que hoje é a noiva dele. Olhe só que família feliz, pai e mãe, preocupados com o filho que vai conhecer meninas na internet!

sexta-feira, maio 20, 2005

Ê seca!

Esta foi a expressão utilizada por Luiz no momento que percebera que não existia ninguém a sua frente, nem ao lado, nem atrás. Então, decidiu entrar em um site de relacionamentos pela internet para resolver este problema. E, montou uma mensagem genérica e saiu loucamente enviando para as meninas que encontrava. Ele chegou a perder a conta do número de mensagens enviadas mas, o que importou mesmo foi constatar que destas mensagens, 5 já apresentavam resposta e destas 5, 3 já com o telefone.

Para Luiz era um grande feito visto que como estava sozinho nunca antes tinha percebido tanta atenção feminina. E, num belo Sábado de sol, resolveu iniciar seus contatos telefônicos. Foi quando ligou para a primeira, seu nome era Aline, ligou com sua velha sequência de perguntas quase óbvias e logo expressou sua surpresa ao perceber que estava agradando. Continuando o assunto com a menina esta, disse que morava em Vista Alegre, para muitos um longínquo lugar próximo a algum lugar da avenida Brasil, para Luiz, o amor não tinha fronteiras e neste caso, ao lado da casa de seus avós, que moravam em Cordovil.

E Luiz comentou com a Aline: caramba menina, que coincidência! Minha família mora em Cordovil, e ela, surpresa, disse que estudava em Cordovil e as coincidências foram aumentando mais e mais. Ela conhecia todos os primos de Luiz. E foram boas horas de papos sobre muitas coisas mas Luiz, com um pé atrás não acreditando naquela perfeição, disse a menina que precisava desligar para resolver uns problemas e, prontamente ligou para seu primo Bruno.

Bruno!? Disse Luiz, acabei de conhecer uma menina na internet que disse que te conhecia. O nome dela é Aline, vc conhece!? E Bruno prontamente disse que não só a conhecia como era uma das meninas mais belas que existiram naquele colégio. Empolgado Luiz pediu mais detalhes, dentre eles Bruno informava que ela era uma baixinha de olhos claros e pele rosada com um estilo meio rockeirinha... tudo o que Luiz queria mas houve um momento que as coisas começaram a não fazer sentido. E Luiz questionou a Bruno. Caro primo, estranho mas a Aline disse que não falava muito com você, como é isso!? E Bruno respondeu, estranho digo eu Luiz, como eu não poderia falar direito com esta menina!? Mas peraí Luiz, o nome dela era Aline de que!?

Neste momento o mundo de Luiz começava a desabar, no entanto ao acreditar realmente que esta menina estava bem próxima da menina dos seus sonhos continuou a escutar as explicações de Bruno. Nisto, informou a Bruno que a menina se chamava Aline Santos. E Bruno ao ouvir isso, pensou um pouquinho e logo obteve a resposta do que significava este nome. Falou a Luiz que esta era uma menina enorme que tinha mais bigode que ele. Bom, Luiz, decepcionado, suspirou e continuou sua jornada. Lembrando claro que nem tudo estava perdido pois ainda possuía mais 2 telefones.

Sem desanimar, realizou mais uma ligação, desta vez para uma menina de voz angelical cheia de mistério. Empolgação era o sentimento que crescia dentro de Luiz, este, passou bons minutos de papo desvendando coisas sobre sua investida. Tudo era lindo e ao terminar a ligação, não lhe importava mais o número de telefones que ainda teria pois finalmente teria encontrado o que procurava. No dia seguinte, um Domingo, continuou a realizar suas atividades rotineiras, foi ao supermercado com sua mãe. Ao chegar em casa, tinha um recado da nova menina, este dizia, Luiz, me ligue!

No mesmo instante pegou o telefone e iniciou mais um papo de longos minutos sobre coisas agradáveis. Esta menina por sua vez solta a seguinte pérola, Luiz, estou carente, me sentindo sozinha, preciso de companhia. No mesmo momento e agindo por um impulso incontrolável, Luiz indagou, vamos sair! E claro, algumas questões vieram em função disso, tais como, onde moras, como chego aí mas isto não importava pois o que tinha mais próximo a Luiz era uma páginas amarelas com o mapa da cidade do Rio de Janeiro. A menina disse que morava em Bento Ribeiro e em poucos segundos Luiz encontrou este lugar e percebeu que era próximo do Madureira Shopping, local do encontro.

Após estas conclusões Luiz disse a menina que as 18 horas estaria no shopping a sua espera. Ela aceitou e disse como iria, Esta iria de saia jeans e blusinha preta. Luiz, com sua imaginação solta estava adorando a descrição. Ele, disse de cara que iria de calça jeans e camisa abóbora que, para ele, era a sua melhor combinação. Marcada hora, local, vestuário, encerrou-se então a ligação. E Luiz, ansioso, não via a hora de encontrar aquela que a tanto tempo estava a espera por aparecer. Acreditando veementemente que esta poderia ser realmente a menina que não aparecia, Luiz iniciou os preparativos, com 3 horas de antecedência, detalhe, Luiz estava a apenas 40 minutos do local.

Luiz chegou a seu carro, impecavelmente limpo, levou seu violão e o colocou estrategicamente atrás do banco do motorista, passou na floricultura e providenciou uma rosa azul e a colocou no tapa sol do banco onde a menina estaria a alguns minutos a frente. A intenção de colocar a flor ali era porque seu carro era um modelo popular e normalmente as meninas que ali sentavam procuravam um espelho e esta que iria encontrar ao procurar o espelho acharia a flor. Colocou um cd que montou com músicas que mais gostava e foi.

Luiz, agora tenso, estava no local e hora marcada e nunca tinha visto tantas meninas belas de saia jeans e blusinha preta, viu bem umas 4, mas estas só passavam por ele. Eis que me chegou a hora e apareceu a menina que estava lá para conhecê-lo. Ela veio vindo em sua direção e já com um sorrisão aberto gritou de longe... Luizzzzz. Este por sua vez, chegou a olhar para trás para ver se tinha algum outro Luiz mas não tinha, era com ele mesmo!

Mas, muito simpático e acreditando que há males que vem para o bem encarou baseado na seguinte expressão. “Ah, vamos ver né, se ela for legal ganha uns beijinhos!”. E a cumprimentou e se iniciou a tão famosa volta ao shopping. Ainda decepcionado não seria necessário mencionar que evitou passar pelo corredor onde existiam os cinemas.

Foram dadas várias voltas ao shopping e desta vez o assunto não estava tão agradável. Além de não agradar aos olhos de Luiz este estava preocupado pois os assuntos não estavam rendendo e após uma longa hora definiu o jogo. Falou para a menina. Vamos embora! E ela surpresa perguntou: Pra onde!? E Luiz, no mesmo instante respondeu, para casa! Curiosa, ela também perguntou o porquê e Luiz, num momento de desabafo respondeu que ela não estava feliz e que isso estava o incomodando e que seria melhor deixar esse encontro para uma outra ocasião.

Segundo Luiz, ela parecia ter concordado com o fato e solícito, ofereceu uma carona até sua casa. Chegando ao carro, Luiz lembrou de todos os preparativos e torcia para que ela não visse nem a flor nem tão pouco o violão mas... ela viu!! E na flor tinha um bilhetinho do tipo, adorei te conhecer! Bom, a flor era mesmo para ela né. E neste momento se observava então uma menina feliz. Luiz a deixou em casa e hoje acredita realmente que encontro as escuras pode ser algo muito complicado.

domingo, maio 15, 2005

Dúvido!

É realmente um termo forte e imponente, que normalmente uso quando quero que as coisas aconteçam e por si só apresentam um ou outro obstáculo. Confesso que por vezes este obstáculo pode apresentar uma travessia tensa e complicada mas, duvido!!

E, claro, como toda filosofia de vida digo que tudo teve um início. Mais precisamente a uns 3 ou 4 anos quando passei o carnaval em Cabo Frio com a galera. O fato é que ainda no rio eu era um dos caras mais desanimados num pré-carnaval que eu tinha conhecimento até então. Mas, após conhecer este termo a fundo, tudo mudou!

Estava eu e um amigo no supermercado, é, supermercado sexta a noite na véspera do carnaval, normal né!? Nisto, após alguns minutos num divertido passeio no supermercado, eu avisto a mulher mais linda que já vi dentro de um supermercado. Esta passou por nós e se encaminhou a sessão de frios, onde, parecia que sabia exatamente o que queria, frios! Nisso, imediatamente, eu e meu amigo chegamos a seguinte expressão... carambolas saltitantes..!! Não acreditávamos que existia um ser daquele dentro de um supermercado.

Enfim, ele me vira e diz que vai chegar nela, tá certo era o Luisinho mas... De imediato eu disse, DUVIDO! Mas foi o duvido que mais duvidei na minha vida. Após esta exclamação, ele partiu imediatamente em direção a menina que já não estava mais na sessão de frios, e sim, escolhendo sorvete. Eu, até hoje não sei exatamente o que aconteceu mas eu vi, meu amigo, o qual eu não dava nada por ele, chegando, falando e... pegando o telefone daquele belo ser.

Eu não acreditei naquilo por um momento porém não foi difícil passar a acreditar que as coisas são possíveis e hoje, se por exemplo, alguém acha complicado fazer alguma coisa, diga, duvido você fazer! Ela tomará como desafio e não garanto que faça mas que tentará isso é fato e claro, uma hora dará tudo certo, né!?

quinta-feira, maio 05, 2005

Rock in Rio!!

ÔÔÔWWW ÔÔÔWWW ÔÔÔWWW Rock in Rio!!

Era realmente o que estava impulsionando Luiz naquela manhã de Sábado, este, feliz por estar num show onde iria assistir quase todos os grupos que mais gostava. Por volta da hora do almoço, após ter combinado a saída junto com a galera as 4 da tarde, Luiz assistia o noticiário o qual mostrava o local do show com um monte de gente feliz correndo pelo gramado. Naquele momento ele pegou o telefone e falou com o pessoal que estaria indo mais cedo e que os encontraria lá, na Cidade do Rock.

E foi isso que Luiz fez, pegou o primeiro ônibus que apareceu indo para aquela direção e foi, feliz para aquele que acreditava que seria um dia muito legal afinal, teria somente dentre outras bandas Foo Fighters e REM.

Bom, ao entrar no ônibus, que estava vazio, viu apenas uma das cadeiras duplas ocupadas por uma menina. Em um momento de extrema sagacidade, sentou-se na mesma direção da menina no lado oposto do ônibus e, começou seu tormento. Questões do tipo “você não irá fazer nada?” borbulhavam em sua mente e Luiz, inquieto, começou uma discussão com seu eu a qual não chegou a conclusão alguma. Ele foi da UERJ até o Méier pensando em que poderia falar para a menina e as possíveis respostas, o tempo passava e cada vez mais se aproximava o momento que enfim, teria que deixar o ônibus.

Foi quando chegaram a um intimato. Luiz chegou para si mesmo e disse: Meu caro eu, iremos chegar de qualquer jeito nesta menina independente do que estiver passando em nossas cabeças assim que este ônibus entrar na linha amarela. Bom, tranquilo e calmo pensou, tudo bem, ainda falta muito para entrar na linha amarela. E ficou lá, cantando e pensando milhões de coisas. Porém, ao ver o retorno que o ônibus em segundos faria para entrar na linha amarela, não víamos Luiz, víamos um ser pálido, tenso e extremamente sério. Enfim, o ônibus subiu na linha amarela e a voz interior entrou com outro comentário: E aí mané, agora!!

Luiz foi, chegou a menina e gaguejando, perguntou a menina o que ela achava de perguntas óbvias, esta por sua vez sem entender não soube o que responder e Luiz continuou dizendo que gostaria de fazer perguntas óbvias a ela. Ela assentiu e Luiz as fez, a primeira era se ela estava indo para o Rock in Rio (detalhe que o ônibus era especial para o Rock in Rio, a menina com certeza estaria indo para o Rock in Rio) e numa sorte descomunal Luiz passou a conversar com a menina uma vez que o medo que tinha que esta fosse tijucana era o que passava em sua mente e que a menina não era do Rio, e sim de Brasília, o que o insetaria de qualquer tipo de censura quanto ao intinerário do ônibus.

Foi uma de suas melhores viagens num ônibus coletivo, trocaram histórias, risadas, e até os nomes!! E, por fim, acabou a viagem. Luiz, antes de se despedir, viu-se surpreso ao ver que a menina estava sozinha, alone, sem ninguém e a fez compania. Quando percebera, Luiz já estava muito tempo com ela e nada mais passava em sua mente além do quanto estava feliz por estar bem pertinho que uma menina que finalmente ele teria conhecido por ele mesmo e sem intermédio de ninguém. Não precisaria de mais nada para que sua felicidade em estar ali fosse realmente alcançada. Bom, até precisaria mas já víamos um cara satisfeito, tímido, porém satisfeito.
Ele a apresentou para seus amigos, a carregou no colo, falou com os pais dela por telefone, enfim, já a conheciam como a namorada de Luiz. Que, totalmente desligado, nem se atentou para o fato da menina ter se interessado por sua pessoa.

Momento 1: Estavam os dois assistindo uma apresentação de música indiana quando ela para, olha para ele fixamente e por um bom tempo não tirava os olhos dele, ele sem entender muito continuou assistindo a apresentação e ao final, saíram de lá e foram lanchar.

Momento 2: No intervalo de um dos shows, os dois, exaustos se sentaram no gramado para conversar, neste momento, ele vê o mesmo olhar que teria visto na tenda só que além deste vem uma pergunta dela que dizia: Henrique, vamos fazer alguma coisa!? Neste momento Luiz se levantou e falou, ué, quer ir no banheiro denovo!? Quer andar?! Vamor andar!!

Momento 3: Ao fim do show, Luiz a levou até o ponto de ônibus onde ela pegaria uma van até onde ela estava estes dias. Os dois se sentaram sozinhos no banco e Luiz vê novamente o mesmo olhar. Fica admirando aqueles olhinhos e vê a van saindo, nisso ele vira para ela e diz, vai menina, vai perder sua van. Ela, agora com os olhinhos tristes, se despede e vai para sua van. E Luiz acena para a van que parte.
Luiz caminha em direção ao ponto de seu ônibus quando em flashes lembra de tudo que passou com a menina e principalmente dos momentos 1, 2 e 3. E se observa crescer um sentimento de porque!? Porque! Porque! Porque não fez nada!!! Nem ele sabe mas 10 horas ao lado de uma menina sem tentar nada nunca mais aconteceu!!