Esta foi a expressão utilizada por Luiz no momento que percebera que não existia ninguém a sua frente, nem ao lado, nem atrás. Então, decidiu entrar em um site de relacionamentos pela internet para resolver este problema. E, montou uma mensagem genérica e saiu loucamente enviando para as meninas que encontrava. Ele chegou a perder a conta do número de mensagens enviadas mas, o que importou mesmo foi constatar que destas mensagens, 5 já apresentavam resposta e destas 5, 3 já com o telefone.
Para Luiz era um grande feito visto que como estava sozinho nunca antes tinha percebido tanta atenção feminina. E, num belo Sábado de sol, resolveu iniciar seus contatos telefônicos. Foi quando ligou para a primeira, seu nome era Aline, ligou com sua velha sequência de perguntas quase óbvias e logo expressou sua surpresa ao perceber que estava agradando. Continuando o assunto com a menina esta, disse que morava em Vista Alegre, para muitos um longínquo lugar próximo a algum lugar da avenida Brasil, para Luiz, o amor não tinha fronteiras e neste caso, ao lado da casa de seus avós, que moravam em Cordovil.
E Luiz comentou com a Aline: caramba menina, que coincidência! Minha família mora em Cordovil, e ela, surpresa, disse que estudava em Cordovil e as coincidências foram aumentando mais e mais. Ela conhecia todos os primos de Luiz. E foram boas horas de papos sobre muitas coisas mas Luiz, com um pé atrás não acreditando naquela perfeição, disse a menina que precisava desligar para resolver uns problemas e, prontamente ligou para seu primo Bruno.
Bruno!? Disse Luiz, acabei de conhecer uma menina na internet que disse que te conhecia. O nome dela é Aline, vc conhece!? E Bruno prontamente disse que não só a conhecia como era uma das meninas mais belas que existiram naquele colégio. Empolgado Luiz pediu mais detalhes, dentre eles Bruno informava que ela era uma baixinha de olhos claros e pele rosada com um estilo meio rockeirinha... tudo o que Luiz queria mas houve um momento que as coisas começaram a não fazer sentido. E Luiz questionou a Bruno. Caro primo, estranho mas a Aline disse que não falava muito com você, como é isso!? E Bruno respondeu, estranho digo eu Luiz, como eu não poderia falar direito com esta menina!? Mas peraí Luiz, o nome dela era Aline de que!?
Neste momento o mundo de Luiz começava a desabar, no entanto ao acreditar realmente que esta menina estava bem próxima da menina dos seus sonhos continuou a escutar as explicações de Bruno. Nisto, informou a Bruno que a menina se chamava Aline Santos. E Bruno ao ouvir isso, pensou um pouquinho e logo obteve a resposta do que significava este nome. Falou a Luiz que esta era uma menina enorme que tinha mais bigode que ele. Bom, Luiz, decepcionado, suspirou e continuou sua jornada. Lembrando claro que nem tudo estava perdido pois ainda possuía mais 2 telefones.
Sem desanimar, realizou mais uma ligação, desta vez para uma menina de voz angelical cheia de mistério. Empolgação era o sentimento que crescia dentro de Luiz, este, passou bons minutos de papo desvendando coisas sobre sua investida. Tudo era lindo e ao terminar a ligação, não lhe importava mais o número de telefones que ainda teria pois finalmente teria encontrado o que procurava. No dia seguinte, um Domingo, continuou a realizar suas atividades rotineiras, foi ao supermercado com sua mãe. Ao chegar em casa, tinha um recado da nova menina, este dizia, Luiz, me ligue!
No mesmo instante pegou o telefone e iniciou mais um papo de longos minutos sobre coisas agradáveis. Esta menina por sua vez solta a seguinte pérola, Luiz, estou carente, me sentindo sozinha, preciso de companhia. No mesmo momento e agindo por um impulso incontrolável, Luiz indagou, vamos sair! E claro, algumas questões vieram em função disso, tais como, onde moras, como chego aí mas isto não importava pois o que tinha mais próximo a Luiz era uma páginas amarelas com o mapa da cidade do Rio de Janeiro. A menina disse que morava em Bento Ribeiro e em poucos segundos Luiz encontrou este lugar e percebeu que era próximo do Madureira Shopping, local do encontro.
Após estas conclusões Luiz disse a menina que as 18 horas estaria no shopping a sua espera. Ela aceitou e disse como iria, Esta iria de saia jeans e blusinha preta. Luiz, com sua imaginação solta estava adorando a descrição. Ele, disse de cara que iria de calça jeans e camisa abóbora que, para ele, era a sua melhor combinação. Marcada hora, local, vestuário, encerrou-se então a ligação. E Luiz, ansioso, não via a hora de encontrar aquela que a tanto tempo estava a espera por aparecer. Acreditando veementemente que esta poderia ser realmente a menina que não aparecia, Luiz iniciou os preparativos, com 3 horas de antecedência, detalhe, Luiz estava a apenas 40 minutos do local.
Luiz chegou a seu carro, impecavelmente limpo, levou seu violão e o colocou estrategicamente atrás do banco do motorista, passou na floricultura e providenciou uma rosa azul e a colocou no tapa sol do banco onde a menina estaria a alguns minutos a frente. A intenção de colocar a flor ali era porque seu carro era um modelo popular e normalmente as meninas que ali sentavam procuravam um espelho e esta que iria encontrar ao procurar o espelho acharia a flor. Colocou um cd que montou com músicas que mais gostava e foi.
Luiz, agora tenso, estava no local e hora marcada e nunca tinha visto tantas meninas belas de saia jeans e blusinha preta, viu bem umas 4, mas estas só passavam por ele. Eis que me chegou a hora e apareceu a menina que estava lá para conhecê-lo. Ela veio vindo em sua direção e já com um sorrisão aberto gritou de longe... Luizzzzz. Este por sua vez, chegou a olhar para trás para ver se tinha algum outro Luiz mas não tinha, era com ele mesmo!
Mas, muito simpático e acreditando que há males que vem para o bem encarou baseado na seguinte expressão. “Ah, vamos ver né, se ela for legal ganha uns beijinhos!”. E a cumprimentou e se iniciou a tão famosa volta ao shopping. Ainda decepcionado não seria necessário mencionar que evitou passar pelo corredor onde existiam os cinemas.
Foram dadas várias voltas ao shopping e desta vez o assunto não estava tão agradável. Além de não agradar aos olhos de Luiz este estava preocupado pois os assuntos não estavam rendendo e após uma longa hora definiu o jogo. Falou para a menina. Vamos embora! E ela surpresa perguntou: Pra onde!? E Luiz, no mesmo instante respondeu, para casa! Curiosa, ela também perguntou o porquê e Luiz, num momento de desabafo respondeu que ela não estava feliz e que isso estava o incomodando e que seria melhor deixar esse encontro para uma outra ocasião.
Segundo Luiz, ela parecia ter concordado com o fato e solícito, ofereceu uma carona até sua casa. Chegando ao carro, Luiz lembrou de todos os preparativos e torcia para que ela não visse nem a flor nem tão pouco o violão mas... ela viu!! E na flor tinha um bilhetinho do tipo, adorei te conhecer! Bom, a flor era mesmo para ela né. E neste momento se observava então uma menina feliz. Luiz a deixou em casa e hoje acredita realmente que encontro as escuras pode ser algo muito complicado.