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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

quinta-feira, maio 05, 2005

Rock in Rio!!

ÔÔÔWWW ÔÔÔWWW ÔÔÔWWW Rock in Rio!!

Era realmente o que estava impulsionando Luiz naquela manhã de Sábado, este, feliz por estar num show onde iria assistir quase todos os grupos que mais gostava. Por volta da hora do almoço, após ter combinado a saída junto com a galera as 4 da tarde, Luiz assistia o noticiário o qual mostrava o local do show com um monte de gente feliz correndo pelo gramado. Naquele momento ele pegou o telefone e falou com o pessoal que estaria indo mais cedo e que os encontraria lá, na Cidade do Rock.

E foi isso que Luiz fez, pegou o primeiro ônibus que apareceu indo para aquela direção e foi, feliz para aquele que acreditava que seria um dia muito legal afinal, teria somente dentre outras bandas Foo Fighters e REM.

Bom, ao entrar no ônibus, que estava vazio, viu apenas uma das cadeiras duplas ocupadas por uma menina. Em um momento de extrema sagacidade, sentou-se na mesma direção da menina no lado oposto do ônibus e, começou seu tormento. Questões do tipo “você não irá fazer nada?” borbulhavam em sua mente e Luiz, inquieto, começou uma discussão com seu eu a qual não chegou a conclusão alguma. Ele foi da UERJ até o Méier pensando em que poderia falar para a menina e as possíveis respostas, o tempo passava e cada vez mais se aproximava o momento que enfim, teria que deixar o ônibus.

Foi quando chegaram a um intimato. Luiz chegou para si mesmo e disse: Meu caro eu, iremos chegar de qualquer jeito nesta menina independente do que estiver passando em nossas cabeças assim que este ônibus entrar na linha amarela. Bom, tranquilo e calmo pensou, tudo bem, ainda falta muito para entrar na linha amarela. E ficou lá, cantando e pensando milhões de coisas. Porém, ao ver o retorno que o ônibus em segundos faria para entrar na linha amarela, não víamos Luiz, víamos um ser pálido, tenso e extremamente sério. Enfim, o ônibus subiu na linha amarela e a voz interior entrou com outro comentário: E aí mané, agora!!

Luiz foi, chegou a menina e gaguejando, perguntou a menina o que ela achava de perguntas óbvias, esta por sua vez sem entender não soube o que responder e Luiz continuou dizendo que gostaria de fazer perguntas óbvias a ela. Ela assentiu e Luiz as fez, a primeira era se ela estava indo para o Rock in Rio (detalhe que o ônibus era especial para o Rock in Rio, a menina com certeza estaria indo para o Rock in Rio) e numa sorte descomunal Luiz passou a conversar com a menina uma vez que o medo que tinha que esta fosse tijucana era o que passava em sua mente e que a menina não era do Rio, e sim de Brasília, o que o insetaria de qualquer tipo de censura quanto ao intinerário do ônibus.

Foi uma de suas melhores viagens num ônibus coletivo, trocaram histórias, risadas, e até os nomes!! E, por fim, acabou a viagem. Luiz, antes de se despedir, viu-se surpreso ao ver que a menina estava sozinha, alone, sem ninguém e a fez compania. Quando percebera, Luiz já estava muito tempo com ela e nada mais passava em sua mente além do quanto estava feliz por estar bem pertinho que uma menina que finalmente ele teria conhecido por ele mesmo e sem intermédio de ninguém. Não precisaria de mais nada para que sua felicidade em estar ali fosse realmente alcançada. Bom, até precisaria mas já víamos um cara satisfeito, tímido, porém satisfeito.
Ele a apresentou para seus amigos, a carregou no colo, falou com os pais dela por telefone, enfim, já a conheciam como a namorada de Luiz. Que, totalmente desligado, nem se atentou para o fato da menina ter se interessado por sua pessoa.

Momento 1: Estavam os dois assistindo uma apresentação de música indiana quando ela para, olha para ele fixamente e por um bom tempo não tirava os olhos dele, ele sem entender muito continuou assistindo a apresentação e ao final, saíram de lá e foram lanchar.

Momento 2: No intervalo de um dos shows, os dois, exaustos se sentaram no gramado para conversar, neste momento, ele vê o mesmo olhar que teria visto na tenda só que além deste vem uma pergunta dela que dizia: Henrique, vamos fazer alguma coisa!? Neste momento Luiz se levantou e falou, ué, quer ir no banheiro denovo!? Quer andar?! Vamor andar!!

Momento 3: Ao fim do show, Luiz a levou até o ponto de ônibus onde ela pegaria uma van até onde ela estava estes dias. Os dois se sentaram sozinhos no banco e Luiz vê novamente o mesmo olhar. Fica admirando aqueles olhinhos e vê a van saindo, nisso ele vira para ela e diz, vai menina, vai perder sua van. Ela, agora com os olhinhos tristes, se despede e vai para sua van. E Luiz acena para a van que parte.
Luiz caminha em direção ao ponto de seu ônibus quando em flashes lembra de tudo que passou com a menina e principalmente dos momentos 1, 2 e 3. E se observa crescer um sentimento de porque!? Porque! Porque! Porque não fez nada!!! Nem ele sabe mas 10 horas ao lado de uma menina sem tentar nada nunca mais aconteceu!!

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Que triste.

7/5/05 09:14  
Anonymous Anônimo said...

Já me aconteceu algo semelhante numa festa. Pelo menos no que diz respeito aos olhares, com um agravante e um atenuante.

O agravante é que estava claro para mim, desde o princípio, que a menina estava me dando mole. Tinha até platéia (ainda que não declarada) esperando o beijo.

Já o atenuante era o fato de que não era aquela que eu estava afim, mas uma que, por acaso, estava na platéia.

Acabei sendo otário duas vezes. Dispensei a que me queria e não fiquei com a que eu queria (que, aliás, nem dei idéia).

Enfim, figura, como se diz no jargão técnico da pegação: garoteamos!

Abraços!

12/5/05 10:55  
Anonymous Anônimo said...

Garotos... não houvem os ensinamento do Mestre:
"Deus é DEZ,
Romário é ONZE,
Ballantines é DOZE,
Zagallo é TREZE...
E acima de QUATORZE... tô pegando"

"Usa saia e não é padre nem escocês... Tô pegando!"

"Mijou sentado não é sapo... Tô pegando."

E é por isso que às vezes se pega umas mulheres feias!

13/5/05 14:29  
Anonymous Anônimo said...

Eu não "houvi" ensinamento nenhum. Até porque "ouvem" com "h" é "phoda" com "ph"!

Mas estou contigo e não abro. Até porque, quem nunca pegou uma feia, que atire a primeira pedra (mas não em mim).

Abraços!

13/5/05 19:48  

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