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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quase caiu nessa...

Dia seguinte, outro raiar de sol, menos uma folhinha do calendário e Luiz ainda perplexo com a declaração que recebera. Soube de uma amiga que quando um cara se declara a uma menina esta o endeusa. Tal fato torna impossível qualquer tipo de relacionamento, porém, com base na admiração que um Deus recebe, amizade é o que há para este caso. Olha, nada esperto isso, mas enfim... Luiz confessou que foi uma das coisas mais curiosas que ouviu de uma menina. Este se surpreendeu mesmo! Inclusive, notou que as meninas estão cada vez mais criativas e se aprimorando mais e mais em maneiras diferentes de dizer que um cara não significa nada para elas.

Mas Luiz, agora um cara poderoso, parou para refletir sobre as vantagens que esse título o conferia. Começou bem cedo nisso já acreditando que uma das primeiras coisas era que podia de tudo. Com o intuito de ver o mundo cada vez mais feliz, não demorou para pensar em atividades humanitárias, mas, como isto ainda lhe daria muito trabalho, achou que não haveria mau em mudar algumas coisas que o incomodavam de pronto.

Imagem era tudo, logo... Como ele ainda andava em um carro popular, de oito válvulas sem ar condicionado e com problemas na injeção eletrônica? Parou então ao lado de seu carro, fechou os olhos, se concentrou e mentalmente evocou forças para transformar seu carro em um belo Classe A. Abriu os olhos e, pimba! Estava lá seu carro popular do mesmo jeitinho mau estacionado de sempre. “É, humildade é uma coisa que deve ser de um cara poderoso!”. Ainda com suas reflexões, foi tentar outra coisa. Pensando de novo... “Eu com essa barba feia?” Luiz parou frente ao espelho, fechou os olhos, se concentrou e... Nada da barba sair! Neste momento parou de insistir e viu que, de repente, nos tempos modernos todos precisam de um barbeador!

Ok, não parecia que coisas materiais estavam fáceis de alterar. Colocou em xeque os poderes que lhe foram conferidos e concluiu que, para não enlouquecer, o melhor que tinha a fazer era aceitar que a menina tinha lá seus devaneios. Se advertiu pensando que, se fosse mesmo um Deus, deveria ao menos saber usar tais poderes. Enfim, parou de brincar com isso.

Mas Luiz, agora triste, acabou por deixar seu carro no mecânico e passar um pouco por sua vida de pedestre. Não conformado com o fato de não ter poderes e já quase desistindo, percebeu uma linda menina andando na rua. Ainda andando, fechou os olhos e se concentrou... “vai olhar, vai olhar, vai olhar...” nisto ele tropeça e a menina olha!

E não é que esta coisa funciona!?

1 Comments:

Blogger Edu said...

Pois é...
Luiz deveria fechar os olhos e pedir para deixar de ser um DEUS...
Talvez as coisas desse mais certo dessa forma!

Fui!

6/10/05 18:38  

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