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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

terça-feira, agosto 30, 2005

Ih!!

Mais um dia, Luiz estava muito triste, sua felicidade era diretamente proporcional a receber e-mails. Entrou então no msn e logo viu que existia uma mensagem em sua caixa, rapidamente acessou seu e-mail já com alguns palpites de quem poderia ter lhe escrito, e olhem, numa tarde de quinta feira! Ele, por hora, não encontrou quem poderia estar lhe respondendo. Ficou tenso, pois apesar de gostar muito, mensagens inesperadas realmente mexiam com ele. No mesmo instante, a caixa de mensagens abriu e tinha nada mais nada menos que um e-mail da Americanas.com.

Não imaginam a felicidade de Luiz ao constatar que existiam muitas promoções. E, como toda pessoa normal, verificou o que lhe seria útil. E não é que era um saldão de eletrônicos!? Pensou: “Opa! Que tal um dvd player!? Ou mesmo um som para o carro com mp3!? Ahhh, uma televisão com tela plana de 29”!?” Luiz, ainda feliz com o e-mail, parou para ver o quanto realmente era feliz, imaginem só, tem pessoas que nem recebem e-mail da Americanas. E olhem que injusto, Luiz ainda diz que ninguém o escreve...

quinta-feira, agosto 25, 2005

Sobre Controle!?

Olha lá Luiz novamente na internet! Mensagens genéricas, papos espetaculares, e blas blas blas, coisas bem típicas de Luiz. Uma das meninas que gostou de suas mensagens passou a lhe escrever com mais freqüência. Visto que Luiz estava apaixonado por uma pangaré amiga de sua irmã nem deu muita importância de início. Mas, ainda assim, cada vez mais presente, a menina realmente tinha o seu diferencial. Depois de um bom tempo conseguiu resolver os problemas burocráticos envolvidos. Estes eram trocar mensagens, telefonemas, para enfim, após longos três meses, marcar um encontro.

Era Páscoa, e Luiz não queria mesmo sair de casa, não tinha tido muita sorte nas vezes que se aventurou fora de seu quarto, mas enfim, estava lá Luiz com este grande dilema. Não sabia se iria ou não ao encontro com a menina. Conversou mais um tempo com ela e esta entrou em uma de dizer que sua irmã de quatorze anos também iria. A partir daí o ânimo que Luiz não tinha passou a inexistente. Chegou a convidar seu amigo para ir com ele, mas este, antes de Luiz tocar a campainha de sua casa, já sentia um forte cheiro de furada. Foi claro que ele não quis ir. E Luiz, se via sem faca e queijo nas mãos. Mas ainda assim, brasileiro, encarou a situação. Dia seguinte, também dia do encontro, este recebe mais uma ligação da menina para confirmação. Surpreso ficou ao ser informado que não só iria a irmã como um grupo enorme de amigos dela. Pronto! Luiz desistiu do encontro, afinal ele queria conhecê-la, não todos os amigos dela.

Luiz disse que não iria mais, mas ela ainda insistiu, pois seria realmente algo legal. Ele até achou que seria algo muito, muito legal, mas não para ele. Depois dela insistir bastante, Luiz ainda bem confuso, acabou por ir. De tão desanimado que estava, nem banho tomaria. Explicou a história para o Rei de Ramos e este o lembrou que, quando se faz algo, por mais que desanimado, deveria fazer o melhor que pudesse, de coração aberto. Pautado nisto Luiz realmente se preparou para a situação, não encenou em momento algum e foi certo de que teria histórias para contar. Hoje ele acredita que esta foi a única menina que o conheceu realmente.

Chegando lá, vê aquela bela menina com mais um casal, ficou até feliz uma vez que casal com casal aumenta exponencialmente qualquer chance de sucesso. Ao se aproximar, observa saindo de trás daquele grupo uma menininha, que, era a tal irmã da menina que foi encontrar. O engraçado é que em um primeiro momento estava Luiz dando mais atenção para a garotinha que para a dita cuja. Por fim, não é que flipper serve para alguma coisa!?

sábado, agosto 20, 2005

Surpresa!!

Quarta feira, Luiz estava em casa à noite após um longo dia de trabalho. Sem muitas surpresas e sem a menor paciência de encarar listas de cálculo. Resolveu parar um pouco quieto em seu quarto. Neste momento toca o telefone, do outro lado nada mais nada menos que seu professor de violão, vizinho, amigo, irmão, colega de faculdade, enfim, Luiz ainda não sabe exatamente o que aquele ser é, ah sim, até sabe, um careca! Este lhe informa que estaria começando a tocar em um barzinho em Santa Tereza e o convida para ir. Só que ele estava com um problema, iria começar a tocar profissionalmente e não teria um violão legal para o início. Luiz nem deixou seu amigo terminar e disse que seu violão estava a disposição e já com cordas auxiliares na capa!

Luiz convidou todos que conhecia para ir ao barzinho, afinal, ele queria muito assistir o violão dele em um show. O curioso é que as pessoas se animaram mesmo para ver o violão de Luiz em um barzinho. Até o questionaram se era Luiz que tocaria, mas este, ainda feliz, comentou que seria seu amigo. Curioso este fato, que também era o de menos visto que Luiz estava feliz por ver o seu violão em um bar. Não demorou muito para que Luiz estivesse envolvido com os preparativos. Trabalhos desde o staff até o transporte de pessoas para o sucesso do evento. Chegando lá, alguns detalhes para principiantes. Não havia entrada de microfone no rádio do bar, o erro foi contar com isto, mas enfim, só existia uma caixa amplificada disponível. Teriam que optar entre ligar o violão ou o microfone da vocalista. Belo começo não!?

Prontamente Luiz ficou de resolver este pequeno problema. Verificou na mesa de seus amigos qual deles morava mais próximo a ponto de emprestar um rádio com entrada de microfone. Luiz pegou o carro e foi buscar o tal rádio com entrada de microfone. Chegando lá, pegou o maior rádio que tinha na casa e voltou rapidamente para o bar. Fez questão de parar derrapando a frente do bar para marcar presença, desceu com atitude do carro e abriu o porta-malas. Seu amigo, que o esperava ansiosamente, foi o primeiro a ver o rádio, inevitável não ouvir um questionamento em tom irônico: “Luiz, onde será que está a entrada de microfone deste lindo rádio que trouxe!?” Luiz, neste momento, parou para procurar e surpreso ficou ao perceber que aquele rádio também não tinha nenhuma entrada. Ah detalhes...

Nisto, seu amigo aparece com a solução. Ele informa a Luiz que esta seria utilizar dois violões desligados e o microfone ligado caixa amplificada que tinham. Era realmente a única saída que tinham. Luiz achou uma excelente idéia, mas caiu em outra simples questão, que seria quem tocaria o outro violão. Seu amigo lhe abre o sorriso já tirando o outro violão da capa. Pronto, olha o babão trêmulo aí também. Mas Luiz, agora muito tenso, acabou por encarar a parada. É fato que ele também queria se exibir para as meninas que lá estavam, mas isto ele não admite isto de jeito nenhum!

segunda-feira, agosto 15, 2005

Carreira Meteórica!!

Sabemos que Luiz, além de ter sua vida pautada em sobreviver arduamente estudando engenharia, possuía um lado artístico. Ele curtia demais músicas, até se arriscava com um violão. Porém, não é disto que falarei. Falarei de quando ele resolveu encarar o papel de ator. Não era um papel comum nem tão pouco um tão fictício assim. Ele encarnou nada mais nada menos que um admirador secreto. O papel ficou tão real que por vezes rolava uma confusão de quem realmente ele era. Isto complicava bem as coisas uma vez que seu personagem principal, Luiz, ainda existia e era muito presente para a menina em questão.

Ele era louco por ela, como garoto, se declarou... Galera, não se declare! É sério mesmo, não funciona... Mas enfim, mesmo tendo perdido, ele ainda acreditava que ela realmente um dia o notaria, pois ele era fantástico! Mas Luiz, brasileiro, sonhador, insistente, teimoso e nada esperto, cismou que o caminho era andar em paralelo. O intuito final era que em um dia, ao estar junto com ela por ele mesmo, ele pudesse se revelar dizendo que sempre foi ele... Que menino fofo! Ao mesmo tempo em que manteve contato com ela, sendo ele mesmo, criou então o admirador secreto.

Este realmente era secreto, até o endereço de e-mail foi criado com este intuito. Era realmente tudo o que uma menina sozinha precisava. Apesar de admirador secreto ser uma coisa bem antiga o dele deveria ser diferente. Estudou relações interpessoais, consultou psicanalistas e montou um produto que apresentava uma nova proposta, era moderno, antenado e sagaz.

Primeira mensagem...

“Fim de ano normalmente é uma época em que as coisas andam bem... estão né!? Bom, este é o primeiro de uma série de mensagens que irá receber, de início entendo que possa parecer uma coisa meio desconfortável mas é que esta foi uma forma que encontrei de expressar o que sinto por você e até então nunca fora revelado. Enfim, gostaria de me apresentar...

Mas quem sou?! Bom, sou seu admirador secreto, óóóóóóó, e secreto é secreto, terá que conviver um pouco com isso porque não vejo que seja a hora de me aproximar, mesmo porque não sou muito fã de me expor, ainda mais sobre sentimentos. Bom, você já pensou em ter um!?

Mas porque de manter um admirador secreto!? Bom, apresentarei um pacote especial para você como letras de músicas temáticas, dicas de estacionamento, mensagens para levantar o ego, claro, elogios, enfim, tudo o que uma menina especial como você precisa, por enquanto...”

E não é que ela respondeu!? Ficou tenso, surpreso e adorou o retorno! Isto porque, depois de ter se declarado, foi um dos primeiros contatos carinhosos que teria recebido daquela menina. Trocou então várias mensagens com ela, conseguiu manter bem o processo até perceber que a menina estava dando mais atenção para o admirador que para ele. Pronto! Como assim o admirador secreto fazia mais sucesso que Luiz?? Ficou bolado e sem pestanejar, apagou o infeliz!

quarta-feira, agosto 10, 2005

Apenas um garoto...

Sabe aquele amor de adolescência? É aquele em que você tem medo de usar o telefone, não pode ver a pessoa e parece que estar perto incomoda mais do que não estar, mesmo sabendo que o que mais quer é estar por perto. Enfim, Luiz, com seus quatorze anos, era apaixonado por sua amiga de turma, este ficou atrás dela por quase um ano. Eram amigões e esta seria sua primeira experiência com este sentimento tão cruel, a amizade feminina.

Depois deste longo ano abriu seus sentimentos, coisa que agora já grandinho, percebe que não é lá muito interessante num primeiro momento, nem num segundo! E, como garoto novo e tímido, fez isso por carta. Luiz estava ao lado da menina quando ela leu e esta, pela primeira vez, escutou aquela que seria a expressão que futuramente não lhe deixaria nada feliz... “Luiz, eu sou só sua amiga...” De início e sem entender realmente o que ela queria dizer, viu que isto ele já sabia. Repetiu então tudo o que tinha na carta uma vez que acreditava que aquela menina não teria entendido o que tinha lido. Ela repetiu a mesma resposta. Engraçado que quem passou a não entender mesmo foi Luiz, mas enfim, continuou a admirá-la.

Vivia falando na menina que certamente tinha um lugar bem legal em seu coração novinho. Uma das pessoas com quem comentava era com seu amigo, Carlos. Este achou bem legal a descrição que Luiz fizera sobre a menina e demonstrou interesse em conhecê-la. Luiz, ao ver esse interesse, não via a hora de apresentar seus melhores amigos. Foram a uma festa e Luiz consumou o fato. Em poucos trinta minutos estavam os dois se pegando na escada do prédio em que estavam...

Luiz, perplexo, se sentia mal, muito mal, deste sentimento foi apresentado a outro conhecido como revolta, quando encontrou o infeliz, o pancou acreditando fortemente que era o mais poderoso dos samurais. Mas olhe só os detalhes aí, não é que Carlos era maior que ele!? Bom, Luiz confessa que apanhou, porém ter acertado uns de jeito no infeliz foi fato! Enfim, conseguiu sobreviver e hoje entende exatamente o que é um fura-olho...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Um pouco mais de detalhes...

O que um ser humano é capaz de fazer quando não está fazendo nada? Em uma primeira análise muita coisa, mas Luiz, normalmente, cai em um tédio. Isso se passou em Iriri, no Espírito Santo, em um dos dias de carnaval na cidade. Não é que ele não tinha nada para fazer, poderia dormir, mas sua vida inteira esteve acostumado a acordar cedo. Como todos que estavam com ele lá dormiam e ele não estava na pilha de acordar todo mundo, foi procurar coisas para fazer. Tocou violão, tomou café, foi à praia, ao supermercado e até a louça lavou. Começou estas atividades umas oito horas da manhã e ficou surpreso ao perceber que depois de todas elas ainda eram oito e meia.

Tééééédddiiioooo!! Foi então assistir TV. Ficou mais uns 4 minutos assistindo televisão até cair na real do que ele estava fazendo. Luiz, carioca, estava no Espírito Santo para assistir televisão? Estava errado isto! Não demorou muito para colocar sua criatividade em ação. Chegou à varanda da casa e de lá vi seu carro. Pronto, coisas para fazer! Pegou o carro e começou a rodar pela cidade, saindo um pouco do centro encontrou uma estradinha a qual lembrava um de seus jogos favoritos de computador. O jogo era de um jipe andando numa estrada com cercas e árvores e cercas e árvores e cercas e árvores... Enfim, estava Luiz lá brincando de rallye com seu carro o qual jura que possui alma de jipe.

O dia estava chuvoso, fato este que deixavam as coisas bem mais interessantes. Seu carro ficou com muitos detalhes de jipe, o principal era o fato de estar imundo. Passado quase quarenta minutos de estrada, Luiz encontrou um morro o qual dava acesso para uma praia, era uma descida bem íngreme a qual passou sem maiores problemas. Chegou até a beira da praia, colocou um reaggaezinho e ficou lá um tempo curtindo a paisagem. Quando percebeu que seu tédio tinha se esvaído, se preparou para voltar para casa.

Entrou no carro ainda escutando o reggaezinho e não demorou muito para que Luiz lembrasse dos detalhes. Confessa que desde seus 13 anos detalhes realmente são coisas que presta atenção, mas por vezes esta percepção lhe falha. O primeiro detalhe que lembrou foi que por mais que seu carro tivesse alma de jipe, ele não era um jipe. Isto ficou claro quando percebeu que tinha que voltar subindo o tal morro íngreme. Seu carro popular não subia aquele negócio de jeito nenhum. Fatores como potência, largura dos pneus, tração, guincho, definitivamente não existiam. Enfim, voltou para a praia, afinal pessoas gostam de praia não é mesmo!

Lá, pela primeira vez, concluiu que tinha mesmo feito uma enorme besteira. Análise real da sua situação: Terreno molhado, escorregadio e íngreme; Sinal de celular inexistente; Algum outro carro com guincho? Piada!; E, levando em consideração que andou por uns 40 minutos a uma velocidade de 70 quilômetros por hora, fazendo uma continha... hum, deixe me ver... estava Luiz a uns 46 quilômetros de distância de onde ele conseguiria ajuda? Opa! Teve a certeza de que tinha feito besteira. Mesmo porque por mais atleta de fim de semana que ele fosse, ele não andaria mesmo 46 quilômetros.

Mas, além de carioca, dentro dele tinha um brasileiro, e como brasileiro que não desiste nunca, pensou rapidamente que como tinha descido, teria que subir, teria mesmo! Estava lá novamente um cara que adora criar teorias furadas. Pensou que como já estava numa situação complicada não haveria mal em ir contra as leis. Começou tentando ignorar a lei da gravidade, e conseguiu... Conseguiu foi dar gargalhadas do quão patético era sua situação. A lei da gravidade realmente existe! Também teve a certeza do que significa o atrito e que ele realmente servia para alguma coisa. Por fim, conseguiu sair na décima segunda tentativa. Mas o que não são detalhes não é mesmo!?