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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Um pouco mais de detalhes...

O que um ser humano é capaz de fazer quando não está fazendo nada? Em uma primeira análise muita coisa, mas Luiz, normalmente, cai em um tédio. Isso se passou em Iriri, no Espírito Santo, em um dos dias de carnaval na cidade. Não é que ele não tinha nada para fazer, poderia dormir, mas sua vida inteira esteve acostumado a acordar cedo. Como todos que estavam com ele lá dormiam e ele não estava na pilha de acordar todo mundo, foi procurar coisas para fazer. Tocou violão, tomou café, foi à praia, ao supermercado e até a louça lavou. Começou estas atividades umas oito horas da manhã e ficou surpreso ao perceber que depois de todas elas ainda eram oito e meia.

Tééééédddiiioooo!! Foi então assistir TV. Ficou mais uns 4 minutos assistindo televisão até cair na real do que ele estava fazendo. Luiz, carioca, estava no Espírito Santo para assistir televisão? Estava errado isto! Não demorou muito para colocar sua criatividade em ação. Chegou à varanda da casa e de lá vi seu carro. Pronto, coisas para fazer! Pegou o carro e começou a rodar pela cidade, saindo um pouco do centro encontrou uma estradinha a qual lembrava um de seus jogos favoritos de computador. O jogo era de um jipe andando numa estrada com cercas e árvores e cercas e árvores e cercas e árvores... Enfim, estava Luiz lá brincando de rallye com seu carro o qual jura que possui alma de jipe.

O dia estava chuvoso, fato este que deixavam as coisas bem mais interessantes. Seu carro ficou com muitos detalhes de jipe, o principal era o fato de estar imundo. Passado quase quarenta minutos de estrada, Luiz encontrou um morro o qual dava acesso para uma praia, era uma descida bem íngreme a qual passou sem maiores problemas. Chegou até a beira da praia, colocou um reaggaezinho e ficou lá um tempo curtindo a paisagem. Quando percebeu que seu tédio tinha se esvaído, se preparou para voltar para casa.

Entrou no carro ainda escutando o reggaezinho e não demorou muito para que Luiz lembrasse dos detalhes. Confessa que desde seus 13 anos detalhes realmente são coisas que presta atenção, mas por vezes esta percepção lhe falha. O primeiro detalhe que lembrou foi que por mais que seu carro tivesse alma de jipe, ele não era um jipe. Isto ficou claro quando percebeu que tinha que voltar subindo o tal morro íngreme. Seu carro popular não subia aquele negócio de jeito nenhum. Fatores como potência, largura dos pneus, tração, guincho, definitivamente não existiam. Enfim, voltou para a praia, afinal pessoas gostam de praia não é mesmo!

Lá, pela primeira vez, concluiu que tinha mesmo feito uma enorme besteira. Análise real da sua situação: Terreno molhado, escorregadio e íngreme; Sinal de celular inexistente; Algum outro carro com guincho? Piada!; E, levando em consideração que andou por uns 40 minutos a uma velocidade de 70 quilômetros por hora, fazendo uma continha... hum, deixe me ver... estava Luiz a uns 46 quilômetros de distância de onde ele conseguiria ajuda? Opa! Teve a certeza de que tinha feito besteira. Mesmo porque por mais atleta de fim de semana que ele fosse, ele não andaria mesmo 46 quilômetros.

Mas, além de carioca, dentro dele tinha um brasileiro, e como brasileiro que não desiste nunca, pensou rapidamente que como tinha descido, teria que subir, teria mesmo! Estava lá novamente um cara que adora criar teorias furadas. Pensou que como já estava numa situação complicada não haveria mal em ir contra as leis. Começou tentando ignorar a lei da gravidade, e conseguiu... Conseguiu foi dar gargalhadas do quão patético era sua situação. A lei da gravidade realmente existe! Também teve a certeza do que significa o atrito e que ele realmente servia para alguma coisa. Por fim, conseguiu sair na décima segunda tentativa. Mas o que não são detalhes não é mesmo!?

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Henrique e Luiz foram para uma micareta em BH. Precisamos saber o que aconteceu com eles na terra das meninas que fazem "uai"...

13/8/05 13:53  

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