Era uma vez uma menina muito linda, divertida, carinhosa, atenciosa e fofa. Era uma bela indiazinha de cabelos escuros e longos, olhos cor de mel e um corpo sob medida para qualquer um que admire o melhor que a natureza tem a oferecer. Enfim, alvo em potencial seria uma definição correta para Luiz. Porém, por trás disto existia a máquina mais poderosa de dar tocos em carinhas apaixonados. Luiz a conheceu em seu curso onde, quietinho em seu canto, só observava como seus amigos, uma vez determinados num aproach, eram rejeitados.
Dizia um sábio, a vida não dá tempo para um cara cometer todos os erros. Logo, viu que era besteira entrar numa de investir nela, sendo sincero, estava cansado de investidas em vão. Decidiu encará-la apenas como mais uma dentre tantas meninas que ali estudavam. Mas, passado um tempo, foi inevitável ela não perceber Luiz ali. Estava ele lá com suas anotações quando foi interrompido por um singelo “oiê” de nossa protagonista. Luiz parou imediatamente o que estava fazendo para dar atenção para a menina. E nem era um estudo de viabilidade financeira, era uma listinha de músicas. Ela, feliz com a atenção conferida por Luiz, soltou aquela frase que consegue acabar com qualquer semana de Luiz...
“Luiz, você é fantástico, adoro ser sua amiga!”
Amiga!? Sorriu já pensando “é, pelo menos não cheguei nela!”. Mas ainda assim, o peso da expressão, apesar de nenhuma novidade, não tornava Luiz um dos caras mais felizes do mundo. Na cabeça dele ter tentado seria ao menos interessante, agora, uma amiga sem ter se declarado era novidade. Passado algum tempo, tínhamos realmente uma bela amizade entre os dois. Eram bem próximos e falar que arroz seria um apelido bem peculiar a Luiz nem se mostra necessário.
Eles tinham um churrasco de uma outra menina do curso no fim de semana corrente. Luiz, sozinho comendo algo no intervalo das aulas, surpreso ficou ao ver que a menina deixou o grupinho que estava e parou ao seu lado para lhe fazer companhia. Luiz achou lindo ela ficar ali pertinho e não demorou a fazer besteira, mandou a seguinte expressão solta no ar: “Sabe Dani, se você não for ficar com ninguém no churrasco, você pode ficar comigo...” Até que lhe parecia uma bela piada! Segundos após ficou babão e trêmulo ao notar que poderia significar algo, mas rapidamente, viu que ainda tinha o que comer e disfarçou bem. Ela lhe deu um lindo sorriso seguido de um olhar que dizia “nem vem você também tá...”. Tudo bem, pensou Luiz, esta já me chamava de amigo fazia tempo mesmo...
Enfim, churrasco! Tinha uma galera boa lá. A menina começou cedo com os trabalhos, no quinto toco que ela deu Luiz parou de contar. E como estava linda aquela menina, parecia proposital. Luiz estava conversando com o pessoal quando ela se aproximou e parou ao seu lado. Não passou muito tempo e esta já se encontrava abraçada com Luiz. Este fato deu início a mais uma briga feia de Luiz e Henrique. Um estava disposto a colocar tudo abaixo e outro deixou claro que não tentaria nada acreditando que a eficácia daquela máquina era de 90%. O que lhe confortava era que os 10% existiam porém eram desconhecidos. Talvez um extraterrestre saberia como conseguir algo daquela menina, mas infelizmente Luiz era carioca.
Por fim, indeciso, tenso, nada esperto, babão e trêmulo. Saiu de perto, pegou algo para beber e fantasiou que seria possível o sucesso da empreitada, e foi além, imaginou até ela chegando nele! Seria lindo! Realmente reafirmaria para Luiz que dias melhores viriam mesmo. Tinha um bom pretexto visto que ela não tinha se acertado com ninguém naquela noite e já sabia das intenções de Luiz. Mas nosso amigo desistiu, pois a mulher já tinha distribuído tocos por toda a festa e não queria mesmo ser mais um.
Ah, mas Henrique não se conformou com isso não, pegou o telefone de Luiz e ligou para um amigo, resolveu apelar uma vez que não teriam chegado a um acordo. Por telefone, chegou para Carlos e falou: Amigo, preciso de um Duvido! Prontamente Carlos soltou esta bela expressão. Luiz assumiu o processo, desligou o telefone e num momento de sagacidade extrema chegou ao ouvido da menina e soltou outra bela expressão: “Menina, me mostra onde é o banheiro que eu esqueci?”. Ela o pegou pela mão e o levou até a porta do banheiro...
Ahá! A máquina era bem movida a álcool!