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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

domingo, outubro 30, 2005

Que coisa...

Luiz estava voltando de seu trabalho pelo mesmo caminho como todos os dias. Há quem diga que ele sabia exatamente qual velocidade devia ir para pegar todos os sinais abertos, porém, naquele dia, ele errou, e bem no último sinal! Estava então parado no sinal da esquina de sua rua. No mesmo momento, parou ao seu lado um carro com uma menina muito bonita. Tal fato fez com que Luiz, incontrolavelmente, passasse a olhar descaradamente para ela.

Esta, ao olhar para Luiz, fazia com que ele disfarçasse, virasse para outro lado, mudasse o rádio, ajeitasse o retrovisor, enfim, qualquer outra coisa diferente de olhar para ela. O curioso era que Luiz percebeu que qualquer coisa que ele fizesse era notada. Luiz continuou com essa brincadeira de disfarce e para não cair na rotina visto que já estava muito tempo ali, resolveu mudar passando assim a imitá-la. E ficou nisso fazendo com que ela o achasse que era qualquer coisa próxima de um comediante em início de carreira, ou simplesmente um bobão num sinal, enfim, qualquer coisa do gênero, ou não.

Porém, o sinal abriu e certo de que nunca mais veria aquela menina, Luiz saiu na frente ainda observando ela pelo retrovisor, lembrando claro, que olhar para frente mais que para o retrovisor foi um aprendizado muito importante já incorporado por Luiz. Ele andou mais um pouquinho e jogou a seta para entrar com o carro na garagem. Espantado ficou ao perceber que a menina também jogou a seta, mas, deixou quieto. Quieto apenas até perceber que ela entrou no prédio logo atrás de Luiz. Tenso era o ser que habitava o corpo de Luiz naquele instante. Não imaginava o que aquela menina fazia entrando atrás dele no estacionamento de sua casa. Mas enfim, foi estacionar no segundo andar e bem rápido, de modo que conseguisse despistar aquela menina. Se enrolou para sair do carro, mas ainda assim, ganhou tempo correndo até o elevador.

Conseguiu entrar no elevador e Surpresa!! Ela já estava dentro do elevador. O fato mais tenso foi que ele, ao apertar o andar primeiro que ela, percebeu que ela não apertou mais nenhum. Ficaram então por um momento com aquela famosa cara de elevador até que o andar chegasse. Luiz, extremamente sem graça, nada esperto, babão, tenso e agora nada cavalheiro, saiu na frente da moça notando que ela pegou à mesma direção que ele no corredor, isto é, continuava a o seguir. Escutou um singelo "boa noite menino!" e a viu entrando na porta ao lado da sua, ela era nada mais nada menos que a nova vizinha de que tanto falavam... Que coisa...

terça-feira, outubro 25, 2005

Vítima!? Sei...

Luiz, agora escutando o Rei de Ramos, estava na dele certo de estar fazendo uma das coisas que o Rei sempre lhe falou, mas que, por passar por um período nada esperto, não as seguiu. Cabe comentar que Luiz não seguira nenhuma orientação de ninguém, sendo guiado por seu íntimo que além de acreditar em Papai Noel, coelhinho da páscoa e políticos honestos, acreditava também num tal de amor pós declaração. Mas por fim, a orientação dada por seu pai foi a seguinte: “Meu garoto, não dê idéia para as amigas de sua irmã, é furada!”. Poderia exemplificar os pontos que fazem toda a diferença nesta expressão, mas deixemos isto para outro post. Bom, isso foi passado a Luiz há cerca de três anos, foi preciso ver muita coisa para certificar o quão o Rei estava correto.

Em casa, Luiz parou lá com seus versos, músicas, comentários e até textos de faculdade. Nisto chega uma das amigas de sua irmã, pode-se falar que é uma das mais antigas, não possui a tal carteirinha de alberguista visto que já tem a cópia da chave da casa. Ah, o fato de chamá-lo de irmão também não o incomodava mais. Ela entrou numa de cumprimentar Luiz com estalinhos na boca. Desiludido deixou, pois não parecia que faria diferença. Ela continuou por este período o cumprimentando daquela forma. Ele achava curioso e intrigado falou para ela que não queria mais aquilo não, não tinha graça.

Nosso amigo, agora com a fama do ser mais grosso da face da terra, viu a menina nunca mais brincar daquela forma. Continuou indiferente, pois estava focado em seguir as orientações de seu pai. Passado mais alguns dias, foram a uma festa. Na volta, casa cheia e Luiz certo de que não veria sua cama naquela noite, arrumou então as coisas para dormir na sala.

A menina, não sei por que cargas d´água, resolveu que dormiria na sala ao lado de Luiz. Ele ainda tentou evitar pois ela iria tomar parte de seu colchonete, seu cobertor e quem sabe até seu travesseiro, mas Luiz deixou a menina lá pois sabemos que á maravilhoso dormir ao lado de uma menina pós banho. Ela voltou a beijá-lo daquela forma curiosa, agora com a desculpa de desejar boa noite.

Mas sabemos que dentro de Luiz mora um tal de Henrique, este, ao ver que todos já dormiam e que estava a sós com ela em uma sala escura, sem pestanejar, agarrou a menina vorazmente! Ela se assustou e o empurrou. Nosso amigo, seguro de si por ter feito a parte dele, se virou para dormir. Passado então mais alguns instantes, ela começou a cutucar Henrique demonstrando assim, que realmente havia maldade no coração daquela moça, nem prestou isso...

quinta-feira, outubro 20, 2005

Ratinho??

Outro dia Luiz conversava com um amigo sobre suas inconquistas. Falou especialmente de uma e não tive como não comentar aqui o que seu amigo comentou. Ele o disse que sua ex-futura qualquer coisa era um ratinho. Ratinho!? É, ratinho! Isto porque por mais que a menina negasse veementemente qualquer abordagem de Luiz, este, ainda investia na menina. Ok, Thomas Alva Edison tentou mais de trezentas combinações para achar o filamento ideal para a lâmpada incandescente, mas se tratando de coisas do coração parecia que não funcionava bem assim...

Mas não é que Luiz se amarrou na descrição, pensou imediatamente que tinha um laboratório e parou para listar suas investidas. Confessa que já testou desde pequenos projetos a grandes empreitadas, mas entendendo um pouco mais o contexto, onde será que deve estar o erro? Bom, o Tio Thomas tentou as tais trezentas combinações, mas o laboratório era o mesmo não!? Bom, será que é necessário trocar de laboratório?

Eureca! Claro, mas por onde começar? Internet!! Olha lá Luiz na internet, parece mesmo que a criatividade estava em falta!! É uma pena saber que o único site que funciona para estas coisas o levava uma verba, mas para o sucesso do empreendimento, encarou os riscos do investimento.

Começou de cara sem as mensagens genéricas, enviou apenas uma mensagem, aquela que Luiz chorou ao escrever e nunca tinha mandado para ninguém. Procurou por uma menina que achou mais próxima com a menina dos seus sonhos, morena, alta, cabelos longos, usando aparelho nos dentes, e claro, olhos castanhos puxadinhos... E, resposta? “Menino, tu é muito palhaço! Vou adicionar te no msn!” Bom, no fundo não era este efeito que ele acreditou que a mensagem causaria mas, estava lá a menina no msn dele. Isto que foi eficácia, ou sorte, ou realmente fazer jus ao investimento!

Bom, como já estava de saco cheio de ser um ator, resolveu responder somente o que lhe era perguntado, com um ar frio e sem dar muita importância ao que estava acontecendo. Lembrou de tantas outras vezes que ficou correndo atrás de meninas e o quanto se cansou com isso. Enfim, mesmo confiante na retomada, preferiu não mergulhar de cabeça desta vez.

Mas esse negócio de não mergulhar durou apenas duas semanas, tempo necessário para separar seu equipamento de mergulho e, lá foi Luiz. Ah sim, pequeno trecho de um diálogo...

Guria – Mas me diga Luiz, onde moras?
Luiz – Vila Isabel e você?
Guria – Cidade do Porto...

Ah detalhes...

sábado, outubro 15, 2005

Sonífera Ilha...

A Máquina!

Era uma vez uma menina muito linda, divertida, carinhosa, atenciosa e fofa. Era uma bela indiazinha de cabelos escuros e longos, olhos cor de mel e um corpo sob medida para qualquer um que admire o melhor que a natureza tem a oferecer. Enfim, alvo em potencial seria uma definição correta para Luiz. Porém, por trás disto existia a máquina mais poderosa de dar tocos em carinhas apaixonados. Luiz a conheceu em seu curso onde, quietinho em seu canto, só observava como seus amigos, uma vez determinados num aproach, eram rejeitados.

Dizia um sábio, a vida não dá tempo para um cara cometer todos os erros. Logo, viu que era besteira entrar numa de investir nela, sendo sincero, estava cansado de investidas em vão. Decidiu encará-la apenas como mais uma dentre tantas meninas que ali estudavam. Mas, passado um tempo, foi inevitável ela não perceber Luiz ali. Estava ele lá com suas anotações quando foi interrompido por um singelo “oiê” de nossa protagonista. Luiz parou imediatamente o que estava fazendo para dar atenção para a menina. E nem era um estudo de viabilidade financeira, era uma listinha de músicas. Ela, feliz com a atenção conferida por Luiz, soltou aquela frase que consegue acabar com qualquer semana de Luiz...

“Luiz, você é fantástico, adoro ser sua amiga!”

Amiga!? Sorriu já pensando “é, pelo menos não cheguei nela!”. Mas ainda assim, o peso da expressão, apesar de nenhuma novidade, não tornava Luiz um dos caras mais felizes do mundo. Na cabeça dele ter tentado seria ao menos interessante, agora, uma amiga sem ter se declarado era novidade. Passado algum tempo, tínhamos realmente uma bela amizade entre os dois. Eram bem próximos e falar que arroz seria um apelido bem peculiar a Luiz nem se mostra necessário.

Eles tinham um churrasco de uma outra menina do curso no fim de semana corrente. Luiz, sozinho comendo algo no intervalo das aulas, surpreso ficou ao ver que a menina deixou o grupinho que estava e parou ao seu lado para lhe fazer companhia. Luiz achou lindo ela ficar ali pertinho e não demorou a fazer besteira, mandou a seguinte expressão solta no ar: “Sabe Dani, se você não for ficar com ninguém no churrasco, você pode ficar comigo...” Até que lhe parecia uma bela piada! Segundos após ficou babão e trêmulo ao notar que poderia significar algo, mas rapidamente, viu que ainda tinha o que comer e disfarçou bem. Ela lhe deu um lindo sorriso seguido de um olhar que dizia “nem vem você também tá...”. Tudo bem, pensou Luiz, esta já me chamava de amigo fazia tempo mesmo...

Enfim, churrasco! Tinha uma galera boa lá. A menina começou cedo com os trabalhos, no quinto toco que ela deu Luiz parou de contar. E como estava linda aquela menina, parecia proposital. Luiz estava conversando com o pessoal quando ela se aproximou e parou ao seu lado. Não passou muito tempo e esta já se encontrava abraçada com Luiz. Este fato deu início a mais uma briga feia de Luiz e Henrique. Um estava disposto a colocar tudo abaixo e outro deixou claro que não tentaria nada acreditando que a eficácia daquela máquina era de 90%. O que lhe confortava era que os 10% existiam porém eram desconhecidos. Talvez um extraterrestre saberia como conseguir algo daquela menina, mas infelizmente Luiz era carioca.

Por fim, indeciso, tenso, nada esperto, babão e trêmulo. Saiu de perto, pegou algo para beber e fantasiou que seria possível o sucesso da empreitada, e foi além, imaginou até ela chegando nele! Seria lindo! Realmente reafirmaria para Luiz que dias melhores viriam mesmo. Tinha um bom pretexto visto que ela não tinha se acertado com ninguém naquela noite e já sabia das intenções de Luiz. Mas nosso amigo desistiu, pois a mulher já tinha distribuído tocos por toda a festa e não queria mesmo ser mais um.

Ah, mas Henrique não se conformou com isso não, pegou o telefone de Luiz e ligou para um amigo, resolveu apelar uma vez que não teriam chegado a um acordo. Por telefone, chegou para Carlos e falou: Amigo, preciso de um Duvido! Prontamente Carlos soltou esta bela expressão. Luiz assumiu o processo, desligou o telefone e num momento de sagacidade extrema chegou ao ouvido da menina e soltou outra bela expressão: “Menina, me mostra onde é o banheiro que eu esqueci?”. Ela o pegou pela mão e o levou até a porta do banheiro...

Ahá! A máquina era bem movida a álcool!

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quase caiu nessa...

Dia seguinte, outro raiar de sol, menos uma folhinha do calendário e Luiz ainda perplexo com a declaração que recebera. Soube de uma amiga que quando um cara se declara a uma menina esta o endeusa. Tal fato torna impossível qualquer tipo de relacionamento, porém, com base na admiração que um Deus recebe, amizade é o que há para este caso. Olha, nada esperto isso, mas enfim... Luiz confessou que foi uma das coisas mais curiosas que ouviu de uma menina. Este se surpreendeu mesmo! Inclusive, notou que as meninas estão cada vez mais criativas e se aprimorando mais e mais em maneiras diferentes de dizer que um cara não significa nada para elas.

Mas Luiz, agora um cara poderoso, parou para refletir sobre as vantagens que esse título o conferia. Começou bem cedo nisso já acreditando que uma das primeiras coisas era que podia de tudo. Com o intuito de ver o mundo cada vez mais feliz, não demorou para pensar em atividades humanitárias, mas, como isto ainda lhe daria muito trabalho, achou que não haveria mau em mudar algumas coisas que o incomodavam de pronto.

Imagem era tudo, logo... Como ele ainda andava em um carro popular, de oito válvulas sem ar condicionado e com problemas na injeção eletrônica? Parou então ao lado de seu carro, fechou os olhos, se concentrou e mentalmente evocou forças para transformar seu carro em um belo Classe A. Abriu os olhos e, pimba! Estava lá seu carro popular do mesmo jeitinho mau estacionado de sempre. “É, humildade é uma coisa que deve ser de um cara poderoso!”. Ainda com suas reflexões, foi tentar outra coisa. Pensando de novo... “Eu com essa barba feia?” Luiz parou frente ao espelho, fechou os olhos, se concentrou e... Nada da barba sair! Neste momento parou de insistir e viu que, de repente, nos tempos modernos todos precisam de um barbeador!

Ok, não parecia que coisas materiais estavam fáceis de alterar. Colocou em xeque os poderes que lhe foram conferidos e concluiu que, para não enlouquecer, o melhor que tinha a fazer era aceitar que a menina tinha lá seus devaneios. Se advertiu pensando que, se fosse mesmo um Deus, deveria ao menos saber usar tais poderes. Enfim, parou de brincar com isso.

Mas Luiz, agora triste, acabou por deixar seu carro no mecânico e passar um pouco por sua vida de pedestre. Não conformado com o fato de não ter poderes e já quase desistindo, percebeu uma linda menina andando na rua. Ainda andando, fechou os olhos e se concentrou... “vai olhar, vai olhar, vai olhar...” nisto ele tropeça e a menina olha!

E não é que esta coisa funciona!?

quarta-feira, outubro 05, 2005

Trancado!?

Já está ficando chato a parte que Luiz fica revoltado com uma ou outra coisa. Porém, parece que deste estado é de onde nascem as histórias mais curiosas. Estava Luiz em casa, entediado e revoltado com o mundo. Nenhuma novidade até aí, mas, sempre em busca de soluções para seus problemas, resolveu observar o que as pessoas faziam ao se encontrarem neste estado. Desta observação lembrou que certa vez uma menina lhe disse que se trancava no quarto de modo a não falar com ninguém, ninguém mesmo. Era um mundo só dela o qual, quando ela se encontrava disposta a encarar o mundo, dali saía. Após lembrar da menina, tínhamos agora um cara muito feliz por iniciar mais uma experiência de vida.

Luiz deixou qualquer meio de comunicação fora do quarto, a coisa estava tão feia que nem as violas ele quis por perto. Simulou um momento de fúria para justificar o fato de não querer ser incomodado e partiu para o quarto. Ao entrar no quarto, não existia um método convencional para trancar a porta visto que chaves, de uma porta de certa de 30 anos, não era uma coisa presente. Logo, a forma para se trancar era puxar a maçaneta de modo a soltá-la da porta. Feito isso verificou que a parte que abre a porta ficou do lado de fora do quarto. Como o objetivo era se trancar, parece que nosso amigo realmente conseguiu.

Que momento feliz. Leu livros, arrumou o armário e até confessa que estudou. Quando estava saciado de estar só, resolveu sair do quarto. Mas como? Ué, a idéia era bater na porta para que algum outro morador daquele apartamento a abrisse. Mas, que morador? Depois de algumas batidas percebeu que estava sozinho em casa. É, patético, mas o que fazer? Lembrou de uma música da Ana Carolina, ela se mostra trancada e pula a janela. Detalhes? Sim, detalhes... Estava ele no terceiro andar de um edifício, se ele pulasse poderia atingir uma velocidade de 60 km. Esta grandeza vetorial, ao ser atingida antes do encontro com o chão, não permitiria que sobrasse muita coisa de nosso amigo.

É, Luiz voltou para sua cama e resolveu dormir. Depois de descansado parou para ver o quanto tempo tinha dormido. Tédio foi o sentimento que se apossou de nosso amigo após perceber que tinha dormido apenas 20 minutos. Ah sim, “quando eu soltar a minha voz...” linda música, porém de cara, descartou a hipótese de gritar por socorro. Parace que hoje em dia, até para se trancar precisa ser profissional.