Indigestão...
E a tristeza invade o ser de Luiz. Podíamos arriscar que estar a alguns minutos após o almoço o deixaria assim, mas sabemos que não. Aquela velha promessa da menina que faria diferença. Ele parou e não acreditava que realmente aquela tinha passado, não aquela. Aquela que queria Luiz por perto, que ligava para ele, mandava recados e perguntava se ele gostava de doces ou de sorvetes. Pensava em maneiras legais em não deixa-lo morrer de fome ou apenas vivendo de pipocas de microondas. Sempre aparecia com idéias novas, corria atrás de seu trabalho e ficava chateada quando não conseguia faze-lo. Enfim, faria a diferença. Faria não, fez uma vez que tenha passado. Difícil acreditar que até ela passou, lamento era seu sobrenome. Estava pronto para começar tudo de novo com uma ou outra que eram um talvez. Olhava para os lados, para cima, para trás e não via nada além de uma expectativa de direção. Era um outro, um alucinado por uma busca, que traria ou não respostas, mas ainda assim, cego. O que não era a hora após o almoço, saciado fisicamente e triste por apenas digerir que ela não estava consigo. Correr atrás dela? Passava sim por sua cabeça mas o porém ia além. Ela não estava ali, não sabia dela, correr para onde se o limite do ponto no espaço que ela esteja tenda ao infinito? L’H^opital? Resolveria bem se o problema fosse somente à indeterminação. Então, hospital!? È, talvez um daqueles psiquiátricos, era provável estar se tornando um lunático... Não estava nada fácil perder, não daquela vez, não ela. O nome disso poderia ser loucura, obsessão. Ou talvez, carinho, desejo. Ah sim, plano b, c, t³... Sem mais comentários, o bem substituto serve apenas para consumidores nada cativos, o que não era o caso dele.

2 Comments:
Hum... Acho que Luis sofre de um caso de ansiedade crônica... nem tinha ficado com a mulher ainda, e ficou arrasado assim... o negócio é não criar expectativa!
Pode até ser... mas o muleque tá surpreendendo nos textos... :)
Por alguns instantes jurei estar lendo Vinicius... :)
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