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Existe o tal lado bom?

Não sabemos mas Luiz, um cara carinhoso, atencioso, bonzinho e fofo, sempre procura um. Ele busca a mulher ideal tentando entender o mundo feminino, acredita que este é o caminho. Por vezes, é tomado por Henrique, um cara sagaz, antenado e disposto a resolver a coisa da forma mais simples possível. Disto tiramos n situações, algumas tristes, algumas divertidas, mas sempre com um lado bom, um aprendizado, um modo diferente de encarar a situação. Se existe o tal lado bom? Descobriremos...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Nada como um feedback!

Luiz extremamente feliz com o seu tão sonhado namoro, depois de tanto trabalho, estava perdidamente apaixonado pela menina dos amendoins. Tudo bem que apaixonado ele já estava antes, mas nada como a tal da reciprocidade não é mesmo!?

Numa bela noite, sentado na praia de Ipanema com sua amada, iniciaram um assunto sobre os encontros e desencontros que tiveram ao longo do caminho. Caminho este referente ao início da história dos dois. Luiz, curioso, entrou com algumas questões sobre o porquê de tanta complicação. Agora atento parou para escutá-la, ele não queria perder nada!

A menina dos amendoins suspirou, sorriu e começou, bla bla bla bla bla bla bla²... Enfim, falou como toda boa mulher, muito! Enfim, mas o que ela disse?

Nos tempos idos...

Ainda no msn, já existia a curiosidade de conhecer melhor Luiz. Ela queria mesmo sair do mundinho em que vivia. Luiz se mostrava um caminho interessante afinal, ao contrário do que dizem, ela era uma mulher que de fato queria um cara atencioso, carinhoso, bonzinho e fofo em sua vida.

Ela lhe contou que ficou muito surpresa com a ligação dele dizendo que estava na faculdade dela. A menina dos amendoins com sua curiosidade demonstrou interesse de pronto, mas parece que Luiz não percebeu, normal isso, não!?

No primeiro encontro que tiveram, ela deu abertura para Luiz chegar. Ele não o fez. A partir dali a menina dos amendoins o encarou como um cara lento, que possivelmente se tornaria um grude, chato, enfim, parou com planos para o menino por hora. Ainda assim ele insistiu mais algumas vezes e como estava focada no possível grude que ele se tornaria, declinou todas as investidas.

Porém, passado algum tempo ele sumiu, o que fez com que ela, ao revê-lo, voltasse a trabalhar que poderia ser legal uma nova oportunidade para o garoto. Marcaram então para ir num cinema, mas como queria apenas conhece-lo um pouco melhor, combinou com sua amiga para ir junto, fato este, fundamental para que ela pudesse observar como ele se portaria.

Antes do cinema, foram juntos em uma festa, curtiram um pouco e na hora de ir embora ele propôs o tão esperado cinema. A amiga dela, focada na missão, colocou neste momento que também iria junto, deixando Luiz extremamente tenso. Estava claro na face dele que não queria ela lá. Mas enfim, como um cara bonzinho, atencioso, carinhoso e fofo, estava indo sem pestanejar para o tal programa. Porém, para surpresa da menina dos amendoins, ele pegou o telefone, falou meia dúzia de palavras e em poucos minutos enfiou um outro cara dentro do carro também. Era um amigo dele que também parecia estar em uma missão a qual ela apenas podia suspeitar. Acredito que vocês também, não!?

Em códigos, a menina dos amendoins trabalhou com sua amiga uma estratégia para quebrar possíveis investidas dos dois rapazes. Entraram na frente na sala do cinema e sentaram juntas na ponta. Eles reclamaram, fato este que deu uma excelente brecha para levantarem e partirem para o banheiro onde terminaram os planos. Ficariam então juntas até o fim do filme.

Ainda assim, Luiz investiu, mas sem sucesso. Ela não ficaria com Luiz naquele dia, queria mesmo observa-lo. Ao fim do processo notou a face triste de Luiz. Ele voltava para casa extremamente sério, mudo, o que a fez perceber que ele não gostou nada nada do desfecho da história. Mas, fazer o que né?! Ela queria mesmo observá-lo, paciência.

Seguindo um caminho...

Caindo em si, a menina dos amendoins começou a pensar a respeito do que faria se o reencontrasse. O curioso era que Luiz não mais era visto no msn. Ficou preocupada com um possível desaparecimento definitivo dele e partiu para fazer algo a respeito.

Dentre muitas coisas resolveu escrever uma carta. Em suma colocou que gostava dele, que ele estava sendo importante e não queria que ele desaparecesse. Ainda assim, desapareceu, pois como conhecemos Luiz, era notável que ele não entendeu o que ela quis dizer.

Para surpresa dela, semanas depois ele apareceu no trabalho dela, apenas isto a deixou extremamente feliz. Estava claro que ele gostaria de tentar afinal, ela trabalhava bem longe da casa dele e ele não iria lá sem um propósito. Mas, continuando com as surpresas ele não falou muito, estava esquisito e apareceu com uma outra carta. Luiz apenas a entregou e foi embora sem mesmo espera-la abrir o envelope.

Parando para ler, a menina dos amendoins ficou muito revoltada, entendeu que a carta era uma pressão para se aproximarem. Encarou aquilo como uma petulância e cortou relações. Afinal, como assim ele sumia e vinha cobrar posição de coisas que nem existiam entre eles!?

Pensou então em escrever para ele dizendo vários motivos com os quais não investiria mais nele, mostrou a carta para sua mãe que lhe orientou que a carta, daquela maneira, afastaria definitivamente o Luiz. A menina dos amendoins ficou então muito confusa. Não sabia o que fazer concluindo que a melhor coisa era deixar pra lá. Ele realmente tinha mexido com os sentimentos dela e afasta-lo em definitivo não parecia muito esperto.

E o que fez o tempo!?

Enfim, ambos desaparecidos. Passado um longo tempo, a amiga que os apresentou estava para se casar. Neste momento ela notou que o reencontraria. A menina dos amendoins então trabalhou altos planos para a festa, estava certa que se aproximaria dele naquela noite, se arrumou para “parar o trânsito” e partiu para a festa.

Chegando lá, mais surpresas. Estava ele sentado na mesa dos pais sem nem olhar para ela. Numa tentativa de mudar o quadro, o convidou para dançar. Ele se levantou, dançou uma música e voltou para a mesa dos pais dele, o que a fez só restar para ela voltar para a mesa que estava com suas amigas.

Passado um tempo ele se levantou novamente e caminhou em direção a mesa dela. Ela estava pronta para enfim acabar com qualquer tipo de mal entendido, esperava em definitivo que resolveria naquela noite seus problemas com o coração. Ele se aproximou, ela suspirou e ele disse: Estou indo embora, vim me despedir. Ela se assustou e perguntou por que de tão cedo. Ele precisava ir e foi. Pronto, entrava na mente dela que ele tinha outra, tinha se resolvido e ela era apenas um passado quase futuro.

Em casa, contou para sua amiga como foi à festa e seu conseqüente desfecho, colocou a preocupação em tê-lo perdido e esta a orientou que estava na hora dela partir para cima. Continuou dizendo que ela devia o convidar para algo.

Depois de algumas avaliações, a menina dos amendoins assim o fez, claro, de modo feminino. Deixando brechas, colocando desejos, mas não com um convite formal e ele, tolinho, caiu. Dali pra frente foi só encontra-lo. Foram então para um lugar bem legal e ficaram lá, de frente para uma lagoa, conversando por horas. E ele nada, lentidão era de seu ser, imaginou ela.

Ao ir embora e já com a idéia de que dali teriam apenas uma bela amizade, ao entrar no carro, ele mostrou enfim tudo o que ele sentia e ela, resolvendo assim a tão esperada questão do coração. E não é que a coisa foi pra frente!? rs...

domingo, novembro 05, 2006

Escute sua mãe!

Luiz estava em casa num belo fim de tarde. Dentre outras questões, pensava sobre que tipo de histórias nos contaria. Num primeiro momento Luiz era focado em encontrar sua futura qualquer coisa, mas hoje, com tal questão resolvida, parecia estar preso a não ter o que questionar, criticar ou mesmo partilhar, sobre o que estava vivendo em face a crueldade do mundo feminino. Parecia mesmo que toda crueldade do mundo feminino tenha sido dizimada pois Luiz nunca mais sofrera com tal coisa. Acreditamos a partir de então que tudo era questão de se encontrar em alguém o que sempre sonhou, enquanto não, sofrer era algo bem plausível no contexto.

Mas porque disso!? Neste mesmo belo fim de tarde Luiz fora alertado por sua mãe honorária sobre o caminho que estava tomando. Luiz continuava contando histórias que o fazia sofrer, pequenos desentendimentos se tornavam catastróficos enquanto que, ao colocarmos numa balança, era ridiculamente fácil de ver, que tais pequenos desentendimentos eram ínfimos frente a tudo o que estava vivendo. Por fim tenho a dizer que Luiz estava perdendo um pouco da busca pelo tal lado bom, tal passo é fácil quando não se acredita que há realmente caminhos legais a seguir. Enfim meus caros, não deixem que pequenas coisas tirem parte da alegria que as grandiosas proporcionam.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Pós 50... Existe!? Existe!?

Pra você caro leitor que chegou aqui agora, abaixo temos os aprendizados dos últimos 50 textos. Vamos combinar assim, lhe interessando em saber o que deu origem a cada frase, clique em cima da mesma para ver o post correspondente. Para meu caro leitor de longa data informo que estamos chegando ao post número 100 e não me resta dizer mais que obrigado por estar curtindo este espaço aqui. Enfim, existe o tal lado bom!?

- Se você não fizer, como que é que irá descobrir?
- Por mais que esteja bêbado, se declarar!? Jamais!
- Tem disputa? Entrada triunfal? Não, chegue cedo!
- E não é que um tal de “ID” tem culpa no cartório!?

- Em fogo brando nem se percebe que virará prato.
- Crescer faz parte, veja só a tal cadeia evolutiva.
- Zorra Total nem é de todo mau com uma pizza...
- Deixar o depois para resolver depois é importante.
- Ser feliz sendo você mesmo!? E não faz sentido!?

- Mire na lua, afinal temos resultados comprovados!
- Levar pro pessoal uma consulta? Não sei não hein!
- Regras, regras... Nem sabemos o nome do jogo!
- Não se quebra ninguém com alguns petelecos...
- Cuidado para não acabar castrado por sua amiga!

- Não há mesmo limites na criatividade feminina!
- O tempo sempre mostra algo novo, 4 anos então...
- Resolver que é o importante, o como é secundário.
- Podemos ver uma bela paisagem ao olhar ao lado!
- Idéia em mulher na night!? Não! Puxe o cabelo!
- Mulher tem concorrência, quando notam é lindo!
- O que não é estar bem informado!? Já vimos isso!
- A tal reciprocidade é algo que define muita coisa.
- Um pouco de maldade no coração é bem legal...
- Sorte no jogo, azar no amor! Mas ganhar é legal...
- Tem coisas que não precisam mesmo ser ditas...
- Ter coração pode te deixar com sérios problemas.
- Trocaria de direção com o seu filho a 120km/h?
- Cuidado com meninas que convidam pro cinema.
- Se você procurar, existe o tal lado bom! Sempre!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Poder de veto!

Ainda sobre não dizer determinadas coisas, entramos nas conseqüências de proferi-las. Desta vez não temos uma citação escrita e sim uma situação. Luiz batia um belo de um papo com a menina dos amendoins. Estavam felizes, um mundo novo, arrisco a dizer que era realmente a vida no mundo de fantasias que vive Luiz. Tinham planos até de morar no carro. Mas enfim, no corrente assunto surgiu uma questão. O que Luiz estaria fazendo se não estivesse com ela. Luiz não pestanejou em dizer que estaria com outra, afinal, existiam três meninas na fila. Existiam ainda sorrisos até que Luiz continuou colocando que duas delas, eram do grupo que participava das trilhas freqüentes que Luiz fazia pelo Rio de Janeiro. Via-se então uma cara séria da menina dos amendoins. Naquele momento ela soltou que trilhas em definitivo não será uma das coisas que Luiz poderá fazer com certa tranqüilidade. Essa tal sinceridade...

domingo, outubro 15, 2006

Dificuldades...

Outro dia Luiz conversava com seu amigo Gonçalves sobre o quão difícil é escrever em um blog quando está imerso num belo de um relacionamento. Muitos exemplos tinham sobre isso, concluíram que dentre os mesmos namorar realmente sacia de tal forma, que expressar opinião sobre coisas em geral fica em segundo plano. Fato também que esses dois esqueceram do que era ficar horas tocando violão. Mas enfim, o ponto não era exatamente a substituição de algo bom por algo muito melhor e sim como se expressar sobre determinados assuntos se tornou mais difícil.

Luiz outrora não pestanejava em dizer o quão ficou chateado com uma ou outra coisa, podemos dizer que essa uma ou outra coisa era bem focada no universo feminino. Seu amigo ao ser sincero sobre o que estava sentindo outrora, deu brechas para que uma outra interpretação da coisa fosse feita por sua namorada na época, que, levou à crise no relacionamento e conseqüente fim. E isso foi em prol apenas de sinceridade, coisa que dizem que é fundamental em um relacionamento.

Ainda nisso podemos colocar o que passou Ferreira sendo sincero outrora, ele abriu o jogo pra sua namorada a respeito do que sentia por uma amiga, coisa de gostar tanto quanto. Tal fato fez com que a namorada interpretasse de modo conveniente a ela, levando assim ao conseqüente fim. Contudo este não chegou a escrever. Bom, para não fugir muito digo que a sinceridade nem é o cerne e sim a falta de contexto. Concluímos que falar de mulher com mulher é complicado, falar a verdade sobre alguns aspectos é complicado. Talvez elas encarem de uma forma completamente diferente, o que me faz concluir mais uma vez que a parte que não devemos entender sempre existirá.

Pareço meio disperso com os pontos colocados acima, mas penso que uma síntese que diz que é uma pena não poder contar determinadas coisas entra bem na questão. E nisso se vai parte da sinceridade humana... Enfim, acabou que Luiz e Gonçalves não tinham uma conclusão...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Dia a dia...

O dia a dia é uma coisa realmente curiosa. Estava Luiz num posto de vistoria do INMETRO de modo a verificar as condições do equipamento instalado em seu carro. Conheceu uma série de pessoas que pelo mesmo motivo também estavam lá e o curioso foi perceber o que existe de gente curiosa no mundo. Leia-se curioso aquele que não conhece algo e mexe do jeito que imagina de modo a obter um resultado, ainda que não satisfatório.

Lá tínhamos a história de um cara que tinha um Chevette 1988 que estava com problemas de carburação, o mesmo levou ao mecânico que cobrou uma fortuna. Tal fato fez com que o mesmo encarasse, sem nunca ter feito, o trabalho a ser realizado, o que nosso amigo conseguiu foi pagar muito mais ao mecânico posteriormente.

Mas enfim, de curioso por curioso, estava Luiz em frente ao guichê quando percebe que uma linda morena de olhos verdes não tirava os olhos dele. Ficou tenso e encucado. Expressões como “caraca, é só arranjar uma namorada que se é notado” emanavam da mente de nosso amigo. Chegou um momento que Luiz ficou sem graça, era notável que ela não tirava os olhos dele. Tentou lembrar se a conhecia, ou procurar algum tipo de anormalidade em si, mas nada, eis que, ela parou de olhar. Mais tranqüilo ficou nosso amigo, contudo não demorou muito para que ela retornasse com aquele olhar. Em dado momento e com um sentimento extremamente desconfortável, uma funcionária do local desligou a televisão bem atrás de Luiz...

domingo, setembro 10, 2006

Luiz!? Sem histórias!?

Pois é, estes dias o procurei para saber o que andou aprontando. Fato que, sendo um pouco sincero, digo que dependo muito do que ele apronta para escrever aqui, afinal suas histórias realmente me cativam muito. Surpreso fiquei ao ver ele confessar que não apronta mais. Ele estava muito feliz com o desfecho com a menina dos amendoins e em definitivo parou de sofrer com o mundo feminino. Contudo comentou que um mundo novo se abriu. Num belo dia de sol, andando com sua amada em algum lugar desses, esta o convidou para ir na casa dela.

Era fato que tal coisa deixou Luiz extremamente tenso pois, se por um lado ela comentava o quão repressores os mesmos eram, comer o fígado de Luiz não seria complicado para eles. Isto porque, Luiz era o principal responsável por deixar a menina em casa bem tarde. Nessa parte também temos que, como muitos pais, aqueles não dormiam enquanto a menina não chegava em casa.

Luiz passou horas refletindo sobre tudo o que podia lhe acontecer. De todo modo concluiu que ele também tinha pais e que se precisasse, jogar o fato à segunda instância estava bem a calhar. E quer saber, partiu! Chegou lá numa tarde de domingo, os cumprimentou, sentou-se no sofá, local este que passou exatos 10 minutos, pegou a menina e se despediu! Belo início não!?

terça-feira, agosto 15, 2006

Dinheiro fácil...

Luiz, num belo dia de sol, resolveu começar uma pequena pesquisa para trocar os pneus de seu carro. Sem levar muito tempo achou o que queria e partiu para a solução da questão. Chegou cedo na oficina e pediu para iniciar o serviço. Ele tinha exatos 600 reais na carteira, valor suficiente para trocar os pneus, fazer um ou outro alinhamento, trocar bicos, balancear, enfim, resolver em definitivo a questão.

Já no inicio do serviço, assistindo a tudo, Luiz notou que tinha algo que não estava batendo. Ele tinha solicitado a troca dos pneus e o que estava vendo não era bem aquilo. Era nada mais nada menos que o desmonte de seu eixo de transmissão dianteiro. Questionou o gerente sobre o que seu mecânico estava fazendo e este lhe orientou que tal serviço era necessário pois seu eixo estava empenado. Empenado por empenado, mexer no eixo não era lá o intuito de Luiz, pedindo então que fossem trocados apenas os pneus. O gerente disse então que para trocar os pneus deveria trocar o eixo, pois uma vez empenado, causaria um gasto desnecessário nos pneus.

Luiz, sempre paciente, perguntou quanto custaria tal reparo. O valor que lhe foi informado somava 700 reais. Tal valor, que Luiz não tinha, o fazia optar por trocar os pneus (que era item necessário para a vistoria anual) ou o tal eixo, que sinceramente não lhe interessava muita coisa. Numa decisão rápida preferiu os pneus, solicitando que seu eixo fosse montado novamente.

Porém, para sua surpresa, o gerente lhe informou que como o eixo estava empenado, não poderia montá-lo, sendo necessário de qualquer forma, colocar um eixo novo. Luiz, se sentou no banco de espera, pegou um jornal e se entreteu. O gerente, após 2 horas, resolveu questionar Luiz sobre qual decisão tomara. Luiz disse para o mesmo que não tinha tal valor para trocar o eixo e que ficaria ali até que seu eixo fosse montado, pois se o eixo saiu, tinha que entrar. Luiz esperaria o tempo que fosse necessário.

O gerente, que deve ter gostado da brincadeira, deixou Luiz a esperar. Luiz, ainda muito feliz com o jornal, percebeu que só restava seu carro na oficina. Como toda empresa normal, tal oficina também tinha um horário definido de trabalho. Mas, com Luiz ali, parecia que seus funcionários não podiam ir embora. O gerente continuava em sua sala sem dar muita importância. Nisto, Luiz foi abordado por um dos funcionários.

O funcionário lhe informou que existia uma máquina que alinhava o eixo. Disse também que montaria o eixo de Luiz mas para tal Luiz devia deixar um “café” com ele. O funcionário alinhou então o carro, não trocaram os pneus e Luiz morreu na bagatela de 10 reais. Lamentável a parte que o gerente deixa de ganhar 600 reais com a troca de pneus em detrimento de falcatruas...

domingo, julho 30, 2006

Vida que segue...

Após deixar tal documentação em Duque de Caxias, Luiz voltou para casa com a certeza do trabalho realizado. Ok, caindo em si, acreditava também cada vez mais no quão tosco fora. Como assim não ele conseguiu um diálogo!? Como assim saiu correndo!? Como assim não esperou ela ver o que tinha proposto!? Enfim, muitas questões naquele caminho, agora longo, até sua casa.

Para Luiz só lhe restou a espera, não tinha mais nada a fazer. Foi de encontro a tudo que aprendera ao longo de sua caminhada atrás da menina que faria a diferença. Se declarou, procurou, insistiu, acabou assim por deixar claro que a queria, atuou!? Sim, errado!? Talvez... Atuou sendo ele mesmo, sendo um cara que acreditava em tudo que fazia, enfim, um totalmente diferente do que muitas procuram na atualidade. Enfim, só.

Num primeiro momento nosso amigo desistiu de entender, não tinha o que entender. O esperar, cada vez longo, deixava clara a resposta para o ponto de interrogação, ou melhor, dizia que o ponto de interrogação tinha sido trocado por um outro ponto, um ponto final. Meus amigos, a menina dos amendoins não respondeu, não mais se falaram e o que restou a Luiz foi um retorno para cima do muro.

Um grande amigo sempre dizia uma expressão em determinadas situações, não sei exatamente o porquê de lembrar dela agora, mas era algo sobre o movimento do mundo todo o dia, assim, “o mundo dá voltas”. Numa dessas Luiz notou-se muito perto da menina dos amendoins. Estavam no casamento de uma amiga em comum, ela lá e ele cá. Seu coração batia forte, mas sua razão o impediu de fazer mais alguma coisa visto a tudo o que já vivera. E permaneceu ali, em sua mesa, tentando curtir aquele evento.

Mas o mundo continuou com o seu processo de dar voltas, chegou uma hora que Luiz resolveu falar com ela, foi falar com ela. Imaginou que ela esperaria algo aquela noite, mas tudo o que disse foi um adeus. Luiz estava deixando aquele lugar certo de que as coisas já estavam definidas e que o muro era um lugar de onde não devia ter saído.

E vida que segue, mundo que dá voltas, enfim, Luiz lá trabalhando, estudando, indo a supermercados e começando a pensar num recomeço. A menina dos amendoins era igual a tantas outras que passara pelo mundo de Luiz, talvez, mais uma amiga quem sabe...

De volta ao msn...

Ê programinha triste! Luiz pensando num recomeço e se vê frente a frente àquela tela branca que até então não trazia mais surpresas legais. Num desses momentos notamos a aparição dela, da menina dos amendoins. Estava feliz, animada, fatos que faziam a diferença outrora, mas agora, Luiz era um ser capaz apenas de responder perguntas cotidianas. Sem um brilho, um foco ou até mesmo um desejo de mudar o mundo.

Enfim, Luiz lá no programinha certo de que ali era nada mais que um passatempo, um lugar o qual estava condicionado a estar parado frente a coisas que aconteciam ao seu redor. A menina dos amendoins então lhe fez um singelo convite para um sorvete, isso numa terça. Luiz, extremamente desanimado, refugou, não acreditei que ele fosse capaz. Remarcou para uma sexta feira. Partiu para o trabalho, resolveu seus problemas e nem pensou em nada, afinal, era uma sexta feira e o que passava em sua cabeça era qual a reportagem que passaria no globo repórter.

Esperaria também uma mensagem de celular desmarcando, ou trocando o programa, ou sei lá... Enfim, Luiz era outra pessoa. Mas nada, sem mensagens. Hora e local e ela lá, bela e lá. Luiz buscou a menina dos amendoins na hora marcada, levou ela para a lagoa, conversaram riram, enfim, momentos felizes passara. Acho que o aprendizado está bem na parte que não se deve criar expectativas. Não ligava mais para o fato de mais uma vez levar uma menina para a lagoa e não tentar nada. Nem era mais o foco. Queria apenas observar.

Hora de ir embora, continuaram no processo de papo vai e papo vem. Cansado, Luiz caminhava em direção ao carro imaginando o que faria quando chegasse em casa. Talvez entrasse no msn, certamente no orkut também... Trocaria alguns e-mails e partiria para aquele tão esperado papo com o travesseiro. Ê mundinho feliz!

Contudo, Luiz se lembrou de tudo que vivera. Não estava acreditando no que via. Estava prestes a deixar ela passar mais uma vez, outros pontos de interrogação surgiriam, teria que fazer mais e mais cartas, encontrar um espaço de tempo no universo para conseguir tal situação novamente, não, não podia deixar ela passar... Lembrou-se de como o Henrique resolveria isso e partiu, sem pensar... Ao entrar no carro Luiz agarrou vorazmente a menina dos amendoins...

E não é que a coisa foi pra frente! rs

terça-feira, julho 25, 2006

Preciso de um envelope!

Mas, a vida continua, e esta com mais e mais surpresas. Luiz em casa olhando coisas aleatórias em seu computador. Dentre elas, sua caixa de e-mails. E nela, um e-mail da menina dos amendoins. Um texto enorme que deixava clara uma coisa para Luiz. Não sabia realmente o que esperar do mundo feminino. Tal e-mail o deixou extremamente confuso, tinha aceitado que a perdeu mas...

Em suma, ela nos contou que estava extremamente confusa, que um ponto de interrogação apareceu entre ela e Luiz. Contou um pouco da vida dela, sobre algo que teria perdido no passado por tal posição confusa, ou medo, ou a nossa velha conhecida parte que não devemos entender. Contou-nos também que gostava muito de Luiz e não queria perder o carinho, a atenção e até mesmo as piadas dele (nesta parte ele não acreditou que existisse alguém que teria gostado das mesmas). Terminou dizendo que escreveu mais pela preocupação em não perder Luiz.

Entender meu amigo confessa que não conseguiu... Alguém consegue ao menos especular o que a menina dos amendoins queria dizer?

Enfim, Luiz solicitou uma reunião de cúpula de seus consultores de modo a chegar a uma conclusão. O incrível é que mesmo no laboratório, tudo era novo, nunca tinham vivido aquilo e o que restava ao menos era utilizar o que sabiam para supor uma possível solução. Definitivamente era a situação mais vaga que tínhamos sobre a menina dos amendoins.

E, Luiz em casa... Caindo a pensar... Tenho medo de quando ele pára para tal. Como estava vago, ele mesmo partiu a especular. Mas a imaginação de nosso amigo era definitivamente algo de outro mundo! Um mundo o qual podemos seguramente dizer que não é o mesmo que vivemos, logo, qualquer coisa que tenha definido não se aplicaria.

Enfim ele concluiu que ela gostava dele e era tímida! Nãããããããoooooooo...

Pronto, resolvia bem a questão para ele e o que lhe bastava era deixar sua posição. Contrariando a unanimidade colocada pela cúpula, abstração total para que ela se decidisse, resolveu escrever uma cartinha. Recomendaram que ele não devia ligar para ela, falar com ela pelo msn, mandar mensagens de celular e muito menos convida-la para algo. Porém, não havia notado algum tipo de restrição à correspondências manuscritas.

Em suma, na carta, dentre outras coisas, Luiz dizia que ele não estava nada nada feliz com o tal do ponto de interrogação e que o que ele mais queria era acabar com ele. Porém ele não conseguia faze-lo sozinho sendo necessário a ajuda dela. Terminou falando para ela ver o que ela podia fazer por ele.

Até aí tudo bem, ou não, o porém foi que ele resolveu ir entregar a carta para ela. Sendo sincero ele me disse que precisava de um envelope e como ela tinha uma lojinha que vendia essas coisas pensou em comprar lá pois ficaria prático para ele. Prático!? Sim, prático, pegar o carro, isso na Tijuca e ir até Duque de Caxias para comprar um envelope. E ainda me perguntou: “Que mal há em ir à Duque de Caxias comprar um envelope?”.

Mas antes, precisava de um endosso para seu devaneio. Conversou a respeito com Ferreira que achou interessante tal coisa. Já era então motivo suficiente para que nosso amigo partisse, mas seu lado racional o alertou: “Cara, tu vai à Duque de Caxias sem ter certeza que ela está lá!?”. Aí entrou no circuito a mãe do Ferreira, esta fez uma ligação providencial por engano “óóóóóóó” e constatou que a menina dos amendoins estava lá.

Partiu!

E nosso amigo pegando a BR-101 em direção ao Município de Duque de Caxias. E carros passando, prédios se transformando em casas e, chegou! Chegou em exatos 17 minutos aplicando todos os conceitos aprendidos pelas aulas de direção ministradas por seu amigo Gonçalves.

Não demorou a encontrar a loja da menina dos amendoins, parando assim na porta. Ela estava lá, linda e com um rostinho cansado de quem passara o dia inteiro trabalhando em pé e sem ter parado para lanchar. Num primeiro momento só notou a cara de “ué!” seguida de um belo sorriso. Estava realmente feliz ao ver Luiz, felicidade esta que foi brutalmente cortada após a resposta de Luiz sobre o que ele foi fazer lá. Ele respondeu que estava precisando de um envelope, a perguntando se ela poderia vender um para ele.

Ela não acreditou que ele queria comprar um envelope. Luiz, tenso, voltou a repetir que precisava de um envelope. O engraçado era que ele só tinha estas palavras em sua mente “Preciso de um envelope! Preciso de um envelope! Preciso de um envelope!”. Ela ao checar percebeu que só tinha envelope pardo, desses grandes. Num primeiro momento não achou que ficaria legal uma folha de caderno dentro de um envelope pardo mas... Enfim, pegou o envelope. Ao pagar ela não quis aceitar fato este que o fez acreditar que fizera um negocião em partir para Duque de Caxias, afinal, lá envelopes eram de graça!

Pegou seu caderno, destacou a carta, colocou no envelope, fechou, escreveu seu nome, endereço, CEP, bairro, enfim, tudo que fosse necessário para identificar o remetente. Em seguida colocou o nome dela e se despediu ainda com o envelope na mão. Ela o acompanhou até a porta da loja querendo novamente saber o que ele foi fazer naquelas bandas. Ele respondeu que foi resolver uma questão sendo que o envelope era para ela. Ela fez então uma bela carinha de surpresa, Luiz disse que tinha um documento muito importante para ela analisar, se despediu e partiu...